DA SÉRIE BRASIL SEM TRANQUEIRA

Do Editor

Dia desses o Brasil viu crianças do ensino fundamental viajando em lombo de jumento no Maranhão, onde muitas escolas ainda são cobertas com folhas de babaçu; outras indo para escola em pau de arara, sem qulquer segurança, e até  enfrentando trilhas na mata pra chegar à escola.

No meio disso, surgem os brasileiros sensíveis, gente que se icomoda com o abandono das crianças e das escolas, como é o caso daquele voluntário do interior do Ceará,

Escolas caindo aos pedaços no Piauí, estádio milionário na Bahia

Escolas caindo aos pedaços no Piauí, estádio milionário na Bahia

que transporta para escola crianças no próprio veículo sem cobrar nada, apenas pelo desejo de ajudar os estudantes e o País.

Aí vem a cantilena da falta dinheiro e de compromisso com a educação. Muitas escolas, a bem da verdade, nem poderiam ser chamadas de escolas; outras não recebem a atenção devida do poder público, caem de podre, cheias de goteiras, sem manutenção devida a um lugar que deveria ser sagrado.

Muitas das vezes não há descaso da autoridade, a escola é nova, bem conservada, mas ocorre de ser depredada pelo próprio aluno sob as vistasgrossas do professor e o silêncio da comunidade escolar, o que é um absurdo.

No geral falta escola de qualidade, professor bem pago e bem preperado, faltam instalações modernas, confortáveis, seguras, dotadas da tecnologia do nosso tempo, e que a gente sabe que o Brasil tem condições de oferecer à juventude brasileira, bastando para isso priorizar a educação como priorizou a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

Duas competições que não deveriam interessar a um País com os problemas que o Brasil enfrenta, como o analfabetismo e a criminalidade matando mais que muitas guerras em redor do planeta, e que não vão acrescentar nada, a não ser estádios milionários que podem virar elefantes brancos em alguns casos.

As duas competições – nem vou incluir as Olimpíadas de 2016, nasceram da presunção e da falta de critério do ex-presidente Lula que as impôs à presidente Dilma, que aceitou submeter o País a uma aventura próxima dos dez bilhões de reais.

As obras de mobilidade urbana – aeroportos, vias expressas, passarelas e estacionamentos, não ficarão prontos até 2014; suas execuções estão comprometidas; enfrentam denúncias do TCU, e os prazos estão ameaçados pelos ‘drenos’ da corrupção que desviam para longe os recursos que faltam à educação e às escolas públicas do País.

É pra lembrar as crianças que vão estudar em lombo de burro, a pé vencendo trilhas na ou correndo o risco na carroceria de pau de arara, ou que dependem da boa vontade de voluntários, ou lembrar ainda a escola de Campo Largo, no Piauí, cujo telhado desabou a semana passada sobre professor e estudantes, um deles internado em estado grave.

É o Brasil sem tranqueira, diria dona Miquilina lá de Pedra Branca!

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