IMPRESSÕES

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 Rupsilva

SEGUINDO EM FRENTE

Na política as coisas não acontecem ao acaso. Há sempre uma razão forte e significativa a inspirar mudanças importantes. Veja o caso recente do reatamento do PSOL com as esquerdas, com o PSB em particular.

Foi uma manobra audaciosa e típica de quem conhece sua força demonstrada pelo governo do jovem Camilo Capiberibe [PSB] focado na sua reeleição.

Diria que ela envolveu certa dose de risco. Conhecendo, como conhecemos a qualidade dos políticos do Estado, sabemos que suas posições nem sempre se pautam por motivos ideológicos  e causas nobres como o interesse público.

Ao reforçar sua base de apoio e aliança política, Camilo demonstrou visão política pragmática e habilidade para negociar. Além do PSOL vieram PC do B, PPS, PCB para se juntar nesse tour du Force do PSB.

Nada de novo, é verdade. Repetiu-se tão somente uma prática típica do “jeitinho” [ou “jeitão”] brasileiro, cujo substrato é mudar de projeto sempre que lhe for conveniente.

Claro que se nada de grave acontecer com essa aliança; com o governo que realiza uma obra marcante e a sua base de apoio muito bem articulada, Camilo terá dado um passo significativo para sua reeleição.

A vinda do PSOL e suas duas principais lideranças [Randolfe e Clécio] acrescida do acordo de parceria entre Prefeitura e Governo, dão a dimensão exata do impacto político da empreita do PSB.Que deve ter incomodado a direita que tratou de chamar Sarney que, como de hábito,  andou pela aí exibindo seu estoque de maldade.

A vinda do Senador Randolfe continua uma incógnita. Ainda que deva ter percebido que marchava na contra mão dos interesses da sociedade como reclamava seu partido aqui e em Brasília, incomodado com a forte influencia de Sarney sobre sua jovem liderança.

Não bastasse, a turma do “Xô Sarney” desaprovava a ideia da reconciliação com o PSB. Preferiam a companhia de Sarney e da Harmonia que, na concepção deles e apesar dos governos catastróficos de Góes e Dias, teriam sido vitais na sua eleição a Câmara Alta.

Melhor seria se os personagens envolvidos no acordo pensassem no Estado. Nenhum governo consegue programar suas políticas públicas e de investimento para alavancar o Amapá se prevalecerem os interesses pessoais e espúrios.

Essa questão do FPE, que confronta os interesses do Amapá e do Maranhão, foi o divisor de água. Mostrou a serviço de quem está o senador para quem o Amapá deu 24 anos de mandato. A negativa do maranhense fez cair ficha de Randolfe que voltou ao ninho antigo.

É preciso avançar. Por isso a decisão do PSOL, nesse momento, é de extrema importância. Pois veio se juntar novamente a elite pensante do Estado, essa sim, comprometida com o desenvolvimento do Amapá.

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POUCAS & BOAS

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NADA DE NOVO – A vitória do PR em Pedra Branca do Amapari, o segundo PIB do Estado, pode dar a falsa impressão que a Harmonia está viva e pronta para o confronto de 2014. É possível, sim, mas há diferenças a considerar como o tamanho do colégio eleitoral, pouco mais de 7 mil eleitores e a facilidade da prática preferida dessa turma que é comprar voto apesar  do discurso manjado da autoridade do TRE repetindo a declaração de sempre, “tudo correu dentro da normalidade…” .

INVERSÃO DE VALORES – No Amapá os ladrões do dinheiro público são homens de bem e quem não presta são justamente aqueles que querem trabalhar pelo crescimento do Estado e pela justa distribuição de suas riquezas. Esse é o mote da campanha em curso. Honesto [embora se autoincrimine] é Fran Jr. Quem não presta é Camilo e João Capiberibe. Tudo isso dito nos bigodes da lei.

OLHA QUEM ESTÁ FALANDO! – O governo da Harmonia carrega o estandarte de campeão dos governos que teve o maior número de secretários de saúde presos por falcatruas. E por coincidência todos médicos, razão da queixa do médico Uilton Tavares, espécie de porta-voz da categoria, que acha ser o cargo privativo da categoria, um conceito anacrônico e ultrapassado.

Depois não existe nada que garanta que em não sendo da categoria o titular do cargo tem mais chances de parar no xilindró. Na prática dá-se exatamente o contrário.

E TEM QUEM ACREDITE – Já que a Dilma garante a Sarney que o Amapá não será prejudicado com a nova partilha do FPE, visto que do jeito que está causa um rombo [30%]  no orçamento do Estado, que tal Sarney trocar o Maranhão pelo Amapá na versão do jornalista João Silva? Eu estou curioso. Como fará a Presidente para colocar o Amapá fora da lei. Só o Sarney poderia responder. E tem babaca que acredita e repercute as besteiras do Senador.

A HORA DA VERDADE – O problema é que Sarney, cujo umbigo deverá ser enterrado no Maranhão de onde nunca saiu, vive dando demonstração de desapreço ao Amapá, para onde vem apenas para afagar seus ‘muares’ e repetir velhas promessas que nunca cumpre.

A ALCs é uma invenção de Sarney, que só a TV AMAPÁ acredita. Ela só existe pelas vantagens que propicia aos empresários. Criada para tornar Macapá e Santana em mercados para atrair turistas ao Amapá, com produtos eletroeletrônicos importados, acabou que os empresários se apropriaram das vantagens fiscais da internação desses produtos sem repassar preços diferenciados ao povo.

Hoje os preços da zona de livre comércio são exorbitantes, os sacoleiros sumiram e os amapaenses pagam o pato, comprando produtos que são mais caros que em qualquer outro estado do País, onde não existe zona de livre comércio, analisa um economista estudioso do assunto.

DEU A LOUCA NO JUIZ – Mais uma vez juiz federal da jurisdição do Amapá interviu na eleição da OAB atendendo o pleito do Advogado Alessandro Brito contra a chapa A. Prolatou a sentença e se mandou para Brasília, numa atitude estranha, para garantir sua sentença, segundo um advogado.

O sentimento entre os advogados é de revolta, pois a decisão do magistrado é uma interferência em assuntos intracorpori e fere a independência da entidade. Resultado, para evitar protelação a chapa A vem aí com outro candidato com vitória praticamente garantida. Simpatizante da chapa A me disse que a decisão é absurda e antipática, capaz, por si só, de eleger um poste qualquer que seja o candidato da chapa B.

Por hoje é só.

 

 

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