CRÔNICA

AVE TODAS AS MULHERES!

João Silva

Mulher é uma delícia fazendo qualquer coisa, em qualquer lugar; na cozinha, no trabalho, na cama, no escuro do cinema; mulher é um encanto no quarto de motel, ao ar livre sob as estrelas; mulher é um charme na balada, na rede, no sofá, chova ou faça sol!

Mulher é mulher, não há contra indicação, principalmente se for limpa, culta, educada, sensual, despojada; uma mulher bonita por dentro e por fora é mais bonita que uma mulher bonita só por fora, entendeu?

E papai do céu não estava namorando coisa nenhuma quando inventou a mulher!Estava em êxtase, sozinho, entregue à criação de um ser delicado, único, necessário.

Eficaz contra a solidão e o desamor, mulher não poderia ser maltratada nem com uma flor, como dizia o ‘poeta’ Sabá Canuto; no sexo a mulher é o sol da vida; ela que acrescenta o doce que queremos ou sapeca na convivência o amargo dos conflitos entre parceiros em busca da entrega perfeita; vermelho é a cor da mulher no sexo e no amor, concorda?

Nadinha contra rabo de saia na cozinha, desde que tenha pendores para produzir maravilhas gastronômicas, e o faça pelo prazer de ver o marido, filhos, a família feliz em torno da mesa sortida de quitutes; na infância – seis, sete anos de idade, aprendi a degustar os sabores da terra que tinham lá o tempero de uma mulher especial, dona Antônia, que fazia uma tripa de boi no sal e limão na brasa que a gente comia até rachar.

Outro encanto é a mulher sensível, a mulher que estuda e se doa aos outros, que luta por uma sociedade melhor, ela que já foi discriminada, e ainda é, razão pela qual precisa da proteção da lei e de outros anteparos que a preserve da violência gratuita e da intolerância disfarçada ou não.

A mulher hoje não pode mais ser preterida, ganhar salário de fome, não pode mais ficar de lado, rosto coberto, enclausurada, violentada, discriminada.

Sei que mulher de pau e fogão, subalterna, humilhada num canto, virou peça de museu; no seu lugar reina a nova mulher que o poeta viu, gostou e cantarolou pra ela…“Veja que coisa mais linda, mais cheia de graça, lá vai ela num doce balanço a caminho do mar”.

Frágil nem pensar! Uma mulher francesa, Jeanne Clement, superou a expectativa ao viver 122 anos sobre a terra, e fumando, bebendo, sem se privar de uma boa taça de vinho do Porto; aos cem anos estreou no cinema e andava de bicicleta como se fosse uma garota de 17; morreu em 1977, mas a ciência assegura que já nasceu, e está por ai, não o homem, mas a mulher que viverá mais que madame Clement, cerca de 130 anos.

Todos nós vimos o show de Marta e suas companheiras no Pan! Sem exagerar, ali na decisão da medalha de ouro estavam mais de 60 mil torcedores, Maracanã em verde e amarelo chamando as meninas pelo nome; foi um espetáculo inesquecivel de cinco gols com direito a futebol de gente grande, um libelo à afirmação, capacidade, e determinação da mulher brasileira, que já chegou ao Supremo Tribunal Federal, e já deixou sua marca na calçada da fama.

Claro que mulher é ser humano, também peca, entra para o crime, deixemos de ipocrisia; também trai, também menospreza o amor dado de paixão, também abandona os filhos, o marido e vai embora; mulher também bebe, fuma, briga, quer ser livre, quer viver sozinha, sem as síndromes dos amores sufocantes.

Geralmente a mulher é emotiva, carinhosa, mas há também as ciumentas, as introvertidas, geniosas e problemáticas – ou alguém pode dizer quantos mistérios esconde o coração de uma mulher?

Veja o caso da jovem doméstica de São Paulo que dividia a cama da casa em que trabalhava com o marido da patroa, cujo frustração e extinto de crueldade levaram-na a um crime de vigança inominável, ao assassinar em um quarto de hotel um filho do amante que se negava trocar a esposa por ela!

Nunca discriminei uma mulher; gosto da mulher empresária, da mulher de toga, de bata, de farda ou sem bata, sem farda, sem toga, sem nada; gosto de vê-la no parlamento, no executivo, na justiça e no trânsito, por incrível que pareça.

No futebol, a propósito, aquela bandeirinha tipo colírio tornou-se obrigatória, uma gracinha que não pode mais privar os estádios do seu charme e beleza, em que pese eventuais desacertos, nem sempre bem digeridos por jogadores e torcedores machistas.

Tão convincente a inserção da mulher na vida pública que uma mulher chegou à presidência da república, e acho que pode ser uma saída para o Brasil, do jeito que a coisa vai – tanto barbado fazendo besteira por ai!

Então que tal uma GENECOCRACIA para um País tropical, cheio de graça, bonito por natureza, mas combalido pela corrupção protagonizada pela soberba macharada que nos governa, com o meu carinho à mulher amapaense no último dia do mês dedicado a este ser de luz que é essencial à vida na terra.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s