ONDA ASSUSTA A POPULAÇÃO E FAZ VÍTIMAS EM SANTANA

Aos 27 minutos desta quinta-feira (28/03) uma onda “surgiu do nada” em Santana, segunda maior cidade do Estado e, como disse uma testemunha ocular, “arrastou algumas embarcações, atingindo o chamado Porto do Grego e o Porto da empresa Anglo American, que estaria em operação naquele momento”. Seis pessoas que trabalham para a Anglo American estão desaparecidas, cachambas, tratores e outros equipamentos também teriam sido sugado pelas águas, segundo assessor da empresa, jornalista Paulo Oliveira; há informações desencontradas e algumas dão conta que uma balsa teria sido arrastada pela onda, que provocou  deslizamento de barrancos na área do Porto da Anglo. Outras versões não confirmadas pelo jornalista Paulo Oliveira movimentaram a mídia na manhã de hoje. O fenômeno já ocorreu uma vez, em 1993, mas em menor proporção, sem causar vítimas e prejuízos materiais importantes. A defesa civil, o Conselho Estadual do Meio-Ambiente, a Capitania dos Portos, o Imap, o Corpo de Bombeiro, voluntários estão na área atingida tentando localizar os desaparecidos e avaliar os estragos provocados pelo deslizamento de terra ocorrido no local provocando repentina subida das águas. Como ninguém ainda explicou o que aconteceu, pontuam os exageros e o povo aproveita para dar a sua explicação, dizendo que a onda gigante fora provocada pela ‘Sofia’, cobra grande que, segundo o folclore santanense, “mora naquelas águas do Rio Amazonas”.

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8 Respostas para “ONDA ASSUSTA A POPULAÇÃO E FAZ VÍTIMAS EM SANTANA

  1. kkkkkkkkkkkkkk Faz tempo que a “Sofia” não aparecia não é mesmo ? mas o povo nunca esquece a “Velha amiga”….Já tinha até esquecido dela. Mas parece que ela estava um pouco ZANGADA não ?

  2. .. informações de antigos funcionários da ICOMI, talvez tragam à luz a explicação técnica para tal evento. Nos estudos da hidrografia do local, verificou-se que existe o encontro de correntes fortíssimas com a desembocadura dos rios Vila Nova e Matapi (que despejam muitos sedimentos), e encontram-se com a corrente do próprio rio Amazonas nos movimentos de enchente e vasante. Esta corrente escava o material, formando, enormes paredões, que acabam sedabando repentinamente, deslocando grande massa de água( o que justificaria o recuo repentino do rio conforme descrito pelo vigilante que teria presenciado o evento), que ao perder força, recebe pressão da massa maior, e retorna com violência, causando uma onda de refluxo que é o descrito pelas testemunhas do evento. Para evitar tal acontecimento a ICOMI dragava a calha norte toda, da fazendinha até o rio Matapi e com isso evitava a ocorrência do movimento. Talvez, ppor desconhecimento, após a paralização da ICOMI, ninguem mais se preocupou com a manutenção. O que justificaria, por exemplo, porque durante mais de quarenta anos em que a ICOMI operaou, não se registro tal ocorrência, conincidindo com a desmobilização dela no Amapá, o início de relatos como o do ano de 1993, em pequena escala. Era o aviso que alguma coisa deveria ser feita.. não se fez e o resultado está ai.

    • Certo é que a propria Anglo American admite que houve desabamento do píer da empresa, depois de segurar uma nota qde esclarecimento que deveria ter sido publicada a mais tempo explicando à opinião pública o ocorrido; a atitude da empresa foi desrepeitosa para com o povo do Amapá e às famílias atingidas; de qualquer forma é bastante oportuno o comentário que você faz, pelo conhecimento de causa, pelas informações que podem ajudar na responsabilização da empresa, se for o caso, ou fornecer pista aos ambientalistas e às autoridades do Estado para que se evite outras tragédias dessa natureza.

  3. João, na verdade o que aconteceu não tem nada a ver com esse bando de ambientalistas enjoados que nada fazem a não ser atrapalhar o desenvolvimento; este porto já existe há décadas e foi utlizado com irresponsabilidade pela empresa Anglo que concentrou em cima do dique uma carga superior a capacidade do mesmo; o peso extra forçou o deslizamento de terra para dentro do rio levando o que foi encontrando pela frente, inclusive máquinas e cachambas da empresa, provocando uma grande onda, dando impressão de fenômeno provocado pela natureza; vamos responsabilizar a marinha mercante,a empresa, e chamar o CREA para dá um parecer técnico abalizado, além de solicitar da POLITEC um laudo criminal, e aplicar as devidas sanções prevista em lei, e pronto.

      • O nivel das águas subiu em decorrência do deslocamento do barranco levando equipamentos, cachambas e instalações da Anglo American para o leito do rio; os bombeiros recolheram esta tarde, ainda pouco, boiando nas águas do Rio Matapi a quarta vítima da tragédia.Dois corpos ainda estão por ser encontrados.

    • O post se refere a um primeiro momento, logo após o ocorrido, quando ainda havia muita densinformação, mas agora se sabe, quase com certeza, que houve um deslizamento de terra por força do excesso de peso sobre o dique da empresa Anglous Ferrous; claro que tudo que foi arrastado para o rio, inclusive cachambas e máquinas da empresa, causou a onda que virou barco e matou as seis pessoas que estão desaparecidas e estão sendo procuradas pelo Corpo de Bombeiros.

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