JARBAS VASCONCELOS DIZ QUE EDUARDO CAMPOS JÁ É DISSIDENTE DO GOVERNO

DANIEL CARVALHO
DO RECIFE

Enquanto o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), diz que só decidirá em 2014 se deixa a base do governo de Dilma Roussef, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirma que o socialista já é um “dissidente”.

Ex-rivais em Pernambuco se reúnem em cozido promovido para Campos

A declaração veio durante o simbólico cozido servido na casa de praia de Jarbas, na região metropolitana do Recife, na tarde deste sábado (23), do qual Campos participou.

“Na proporção que ele [Eduardo] continua dizendo que o governo andou, que o governo transformou, modificou, que o governo avançou, mas poderia ter avançado muito mais, então é uma dissidência”, disse Jarbas, referindo-se à reportagem da Folha publicada há uma semana que revelou bastidores do encontro do governador com empresários em São Paulo.

Na ocasião, Campos disse que “dá para fazer muito mais” que a presidente Dilma.

O senador deixou claro que a afirmação sobre a dissidência “é uma análise pessoal”, mas falou sobre o assunto ao lado do governador.

Ex-desafeto político de Campos e aliado desde as eleições municipais do ano passado, Jarbas disse ainda que tem promovido conversas entre o governador e senadores. Ele afirmou que muitos colegas têm mostrado interesse em conversar com o provável candidato à Presidência da República.

“No Senado, está quase todo mundo, metade do Senado, ou mais da metade do Senado querendo conversar com ele”, afirmou o senador, que completou: “isso não é uma frase de efeito. É uma frase verdadeira”.

O senador disse que há “gente da base do governo” interessada na aproximação com Campos e citou como exemplos os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Os encontros, segundo Vasconcelos, ainda não aconteceram por incompatibilidade de agendas.

O próprio governador admitiu que tem conversado com membros de várias siglas. “São pessoas dos mais diversos partidos e isso é natural que aconteça. Eu já fazia isso e estou fazendo com maior intensidade porque é fato que eu estou sendo mais procurado por lideranças políticas”, disse Eduardo Campos.

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