ALGUMAS MULHERES DA MINHA VIDA

NiverStefany

As duas princesinhas do registro, Ana Clara e Amanda,  ainda vivem sua primeira infância; as outras mulheres que me cercam (Lívia e Deyse) são criaturas que ajudei a criar, já que filhos não se faz sozinho. Ana Clara e Amanda são minhas netas, Lívia filha do meu segundo casamento, 26 anos, universitária, jovem mãe das garotinhas que enfeitam a minha vida saxagenária; a da equerda, sorridente (Deyse, 10 anos),  é a última criatura que criei com outra mulher que não é a mãe da Lívia, dá pra entender?

Certo é que nos encontramos recentemente e fizemos o registro para o blog e o album de família. Espero ter ficado bem na foto que resolvi colar aqui para prestar sincera homenagem à mulher amapaense no seu dia me cercando das mulheres que eu amo, todas nascidas, e bem nascidas!, na Maternidade Mãe Luzia, um ser de luz que não podemos esquecer em um dia de alma feminina como o dia de hoje.

No caso particular da Livia, Deyse, Amanda e Ana Clara, mulheres que tiveram a felicidade de desembarcar em um  planeta melhor, livre de boa parte das  restrições machistas icorporadas às leis que inferiorizavam a figura da mulher e a condenava a um papel secundário na sociedade.

Hoje não, a mulher pode tudo que o homem pode, praticamente. Pode votar e ser votada, pode ser uma ministra, uma desembargadora, uma presidente da república, uma delegada cheia de charme como a Helô da novela Salve Jorge, entre os desideratos mais importantes. Mas pode também ser uma futebolista, como Marta, três vezes melhor do mundo, uma pugilista, pode entrar no exército e até pilotar um boeing!

Caro que ainda há lugares sombrios que a mulher não conseguiu entrar, mas certamente entrará mais adiante – e na grande rede, nestes tempos de conclave para escolher o sucessor de Joseph Ratzinger, curiosos perguntam por que uma mulher não pode liderar a Cúria Romana, eis uma boa pergunta.

Inflizmente, na contra mão das conquistas comemoradas no dia de hoje, persistem os crimes passionais, os estupros, pedofilia, o tráfico de mulheres, a exploração sexual; agrava-se nos grandes centros urbanos do Brasil a violência contra a mulher ferida de morte por gente que acha que a companheira é sua propriedade e tem que pagar com a vida  uma relacão desfeita.

No Brasil a violência que vitima a mulher está ligada a muitos fatores, mas sobretudo à deseducação do povo, à miséria, à pobreza endêmica, ao medo. Muitos crimes poderiam ter sido evitado se houvesse denúncia e ação preventiva do Estado na defesa da mulher.

Apesar dos peseres, separados os avanços conquistados dos que a mulher ainda precisará conquistar neste século, o que já foi percorrido é uma alentadora vitória contra o atraso e a discriminação, serve para medir o grau de civilidade do povo, da democracia e da sociedade.

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