SBT DENUNCIA CRIMES CONTRA TRABALHADORES RURAIS NO SUL DA AMAZÔNIA

A violênia no sul da Amazônia foi discutida na Comissão da Amazônia, na Câmara Federal

Lideranças dos trabalhadors rurais e membros da Câmara dos Deputados se reniram para debater a violência no sul do Amazonas

Brasília, 01/03/2013 – O programa Conexão Repórter, do jornalista Roberto Cabrini, no SBT, exibiu na sexta, 1º, uma extensa reportagem sobre crimes ambientais e direitos humanos e a ausência do Estado brasileiro no sul do Amazonas. O assunto já foi tema da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, levado pela deputada federal Janete Capiberibe, do PSB/AP.

Em 19 de junho do ano passado, a líder camponesa Nilcilene Miguel de Lima e a representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Amazonas Marta Valéria Andrade Cunha Sponton relataram, na Câmara, a convite da deputada Janete, os crimes e as ameaças aos ribeirinhos, assentados da reforma agrária e extrativistas dos municípios de Lábrea, Humaitá, Manicoré e Boca do Acre. Os trabalhadores denunciam que grileiros, madeireiros e pistoleiros invadem suas terras, retiram madeiras nobres, ameaçam, expulsam e matam. Desde 2007, sete lideranças dos trabalhadores foram assassinadas.

Dia 21 de novembro passado, o trabalhador rural Raimundo Nonato da Silva Chalub foi assassinado por se recusar a vender ou abandonar o seu lote do Programa Terra Legal, no ramal Mendes Júnior, quilômetro 38, sítio Casabranca, no Sul do município de Lábrea, estado do Amazonas. Antes dele fora morta a trabalhadora rural Dinhana Nink, assassinada na frente de filho de seis anos, dia 30 de março. Ela estava em Rondônia, onde buscava refúgio depois de registrar Boletim de Ocorrência na delegacia de Extrema. Dinhana era amiga de Nilcilene, que foi obrigada a abandonar seu lote, mesmo sob proteção da Força Nacional de Segurança e hoje está em lugar incerto.

No município de Boca do Acre, duas casas de extrativistas foram queimadas na última semana de abril. 105 famílias foram expulsas por 40 policiais e 40 jagunços contratados pela suposta proprietária dos 5.202 hectares do Seringal Macapá, reivindicados com o título de posse de outra área, o Seringal Granada.

Cerca de 800 famílias de lavradores, seringueiros e catadores de castanha do programa Terra Legal ou moradores dos assentamentos Gedeão e o Curuquetê – cujo líder Adelino Ramos foi assassinado em 2001 –, no município de Lábrea, seguem ameaçadas em seus lotes, junto com a floresta, vítimas da retirada ilegal de madeira, da grilagem de terras e da ausência do Estado brasileiro depois que a líder extrativista Nilcilene Miguel de Lima e a escolta que a protegia deixaram a localidade por conta das ameaças que se estenderam até à Força de Segurança Nacional.

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