ENTRESSAFRA ENCARECE O PREÇO DO AÇAI EM MACAPÁ E SANTANA

DSC00529É um assunto que mexe com o interesse dos macapaenses, a escassez e a elevação no preço do litro do ‘açaí nosso de todos os dias’, complemento alimentar obrigatório na mesa de muita gente. O produto sumiu da mesa dos apreciadores, que encontravam as amassadeiras de portas fechadas, levando pra casa apenas a explicação de que o produto estava em falta. Foi quado alguém falou na entressafra do açaí para justificar a escassez do “petroleo”, como o amapaense gosta de chamar.

Depois de alguns dias sumida, a bandeira vermelha do açai voltou a sinalizar a venda do produto em Macapá consumidormac

Depois de alguns dias sumida, a bandeira vermelha do açai voltou a sinalizar a venda do produto em  alguns bairros de Macapá

Beber açaí no almoço ou na janta, no Pará e no Amapá, é um ábito que vem de muitos anos, que está integrado à cultura alimentar do povo.

Daí é que a questão  ganhou espaço na mídia tucuju. Dizem que o ‘pretinho’, outrora desvalorizado como negócio, como comércio, subiu de cotação (e subiu mesmo, convenhamos!), e agora sofre ataque da especulação, da ganância que o lucro fácil desperta naqueles que exploram seu potencial hoje considerado como força econômica, capaz de gerar emprego e renda que sustentam milhares de familias no Pará e no Amapá, uma cadeia produtiva que tem suas injustiças e se volta para a exportação do produto para outros paises.

Na cadeia produtiva do açaí  o apanhador é o que ganha menos, apesar de trabalhar mais, na mata, dentro da área da produção, correndo riscos que não são compensados na hora da verdade; os donos de amassadeiras, que há muito deixaram de ser amassadeiras franciscanas de 20, 30 anos atrás (muitas são climatizadas, trabalham com água filtrada, atendentes uniformizados, usando luvas, e aceitam até cartão, como a da foto), alegam que os atravessadores envenenam o comércio do açaí, cobrando-lhes valores escorchantes pela saca do produto, forçando-os a praticar o aumento abusivo no preço do litro do açai, que chega a ser vendido por 15, 20, 30 reais na entressafra.

Outros se referem à alta de preço e a escassez alegando entressafra, mas há quem diga que os investimentos feitos por empresários no plantio e exploração do açaí, por si só garantiriam o abastecimento de uma cidade como Macapá e Santana mesmo na entrassafra, insinuando que a falta do produto se deve a uma manobra dos atravessadores querendo alferir lucros extorsivos, o que tem levado muitas amassadeiras a cerrarem as portas em Macapá e Santana, já que isso afugenta o consumidor e inviabiliza o comércio do açaí.

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