IMPRESSÕES

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 BURACOS DA DISCÓRDIA

Rupsilva

Só os medíocres e pobres de espírito conseguem transformar a prosaica missão de tapar buracos e recolher lixo, obrigação de qualquer Prefeito, num motivo de discórdia.

Confesso que todo dia me surpreende o nível que chegou a cobrança da harmonia, PSOL e agregados nessa guerra xexelenta, na tentativa de repassar ao governo estadual essas tarefas que pertencem, sem dúvida, ao Prefeito.

É uma cobrança motivada pela decisão de Randolfe Rodrigues, turbinado por Sarney,  a disputar o governo em 2014 quando Camilo Capiberibe/ PSB tentará, por razões naturais, à reeleição.

Essa é uma aposta da harmonia que defenestrada do poder em 2010, ‘investe’ no senador do PSOL para retornar ao comando do Estado com a ajuda de empresários sonegadores, mídia amestrada, políticos corruptos cujas benesses e privilégios foram cortados pelo atual governo.

O mesmo grupo que produziu, quando governo,  o maior rombo financeiro da história do Amapá, além de sucatear a saúde, educação e abandonar projetos importantes como  o de água, eletrificação, malha viária e produzir um retrocesso sem precedente no processo de desenvolvimento do Amapá.

A inusitada aliança do PSOL com a direita em 2010 foi a senha do que viria a seguir. E chegou na eleição de Clécio Vieira que deixou o liderança maior do partido nu aos olhos da sociedade. Já não dá para esconder sua ligação com Sarney e seguidores, de quem decididamente depende.

É o mesmo grupo com saudade das práticas criminosas do governo passado e o acesso livre aos  recursos do Estado que curtiram impunemente  por oito anos.

Discordar da forma e conteúdo de qualquer governo é essencial nos regimes democráticos. Como é o debate. O governo tem razão de reclamar de Randolfe e PSOL que nunca vieram a público dizer em que divergem do governo. Nem esclarecer o que fariam se habitassem o Setentrião.

Optaram pelas manobras solertes, aéticas, manobras da insuflação da ordem publica para impedir a governabilidade pela ação de seus sindicatos, prejudicando os mais carentes, os dependentes de bons e eficientes serviços públicos.

A maioria da sociedade desconhece sobre  o que acontece por que a mídia amestrada e venal não divulga as melhorias produzidas pelo atual governo. Não tem conhecimento, por exemplo, que o governo executa em torno de 264 obras em todo o Estado, obras que, concluídas, irão melhorar a vida de todo mundo.

O conhecimento desses fatos jogaria por terra a tese difundida de que “o governo não faz nada”, coisa  típica da direita sem proposta, golpista e corrupta.

Sarney e Randolfe, duas forças políticas que poderiam e deveriam trabalhar pelo Estado ignoram as ações do governo e não me espantaria se não as conhecessem simplesmente.

Ambos vivem ocupados demais em espalhar a imagem de bons moços e maquinar diabinhos para inviabilizar o Estado que lhes deu os mandatos para ajudá-lo e não para atrapalhar o seu desenvolvimento.

Essas sim, seriam questões importantes a discutir. Mas não são. Deixam de ser pelo forte componente emocional e a absoluta falta de conteúdo teórico e cultura política  da Harmonia, de certos jornalistas e do PSOL acampados nos blogs, twittes, jornais e rádios falando abobrinhas e coisas sem fundamento, aleivosias e mentiras.

Por isso a crise inventada pela direita e pela nova esquerda do PSOL é de competência, de quem tem a obrigação de fazer. Nada a ver com parceria com o governo.  Mais uma farsa fabricada para atrapalhar Camilo e promover o seu candidato ao governo.

Os faroleiros de todas as idades estão com a cachorra. Pegaram santo e querem meter à força na cabeça da sociedade que é do governador a obrigação de tapar buraco , recolher lixo, asfaltar a cidade, fazer o atendimento básico em saúde e ceder prédio a PMM e por aí afora.

Só falta pedir ao governador Camilo dar meio expediente em cada sede de governo,  enquanto o verdadeiro Prefeito aproveita a ”folga” para falar mal do governador e exaltar seu companheiro candidato ao governo, com vive fazendo, aliás.

Não acredito que Clécio se sinta bem no papel. Não é possível não se incomodar e se  envergonhar disso, pois foi eleito pelo povo na esperança de ser melhor que Roberto Góes, e não está sendo, pelo menos até agora, se excluídas algumas poucas ações, como recolher lixo e limpar os anais da cidade.

É verdade que Clécio recebeu uma herança maldita de Roberto Goes, ex-prefeito pelo PDT, de quem a mídia nada fala, mas cobra e fala mau do atual governo como se ele fosse responsável pela calamidade que se abateu sobre Macapá.

O interessante é que a desdita de Clecio em nada se compara, em gravidade, com a herdada por Camilo, que consumiu dois anos do seu governo para que sua equipe econômica saneasse as finanças do Estado e recuperasse o sêlo de adimplência perdido no governo passado, sem o alarido e a comoção que tomou conta da mídia.

Imagino que Carlos Chellala, ex secretário de Planejamento do PSB, governo Capiberibe, hoje de Clecio, professor universitário sério como é, deva estar incomodado com a nova companhia que passou a conviver.

Essa companhia, parte da harmonia, é quem manda na PMM e não deixa o economista cortar as gorduras e privilégios que incluem altos salários, inchaço da máquina e pagamento da mídia de “apoio” entre outras coisitas, que comprometem o exíguo orçamento municipal.

Nessa atitude belicosa do PSOL chama atenção o desprezo pela ajuda dado pelo PSB à eleição de Clecio à PMM,no segundo turno, decisiva para sua vitória.  ‘Divida’ que não está sendo honrada pelo PSOL.

No lugar de agradecer por ajudar Clécio eleger-se Prefeito,  Randolfe e Clécio, num gesto de descortesia aumentaram o tom das criticas ao governo, fundamentadas em factoides, mentiras e invencionices que agravaram as relações do Governo com a Prefeitura.

Por ultimo, para azedar ainda mais o clima, inventaram que Camilo só ajudaria o Prefeito se Randolfe retirasse sua candidatura ao governo do Estado. Ridículo!  Como se Camilo tivesse poderes para isso.

Ele [Camilo] seguramente  não possui, mas quem sabe Sarney, mentor de Randolfe e criador desse clima desagregador e de animosidade  para o Amapá?

As responsabilidades do prefeito tal qual a do governador estão claramente definidas na Carta Magna. O mínimo que um prefeito deve fazer é tapar buraco, recolher lixo e tratar da saúde de seus munícipes. As tarefas de um governador são, por razões óbvias, muito maiores.

Ajudar os municípios é uma delas, sem dúvida. Mas é preciso projeto, justificativa, gestão competente e honesta dos recursos repassados. E prestação de conta, lógico. Sem isso fica inviável.

É impossível o governo assumir as funções do Prefeito, como querem os idiotas da objetividade como diria o dramaturgo Nelson Rodrigues. Seria o fim da picada. Mas tem gente, em nome da paixão idiotizada e franciscana entendendo que tem que ser assim.

POUCAS & BOAS

FALTA DE IMAGINAÇÃO – Por mais que alguns se esforcem para consertar as coisas, sempre tem a turma da pilantragem para avacalhar com as boas ideias. O governo bem que se esforçou para patrocinar um carnaval de qualidade. Os recursos [condeno peremptoriamente] foram generosos. Mas nada. Apesar do avanço de algumas escolas como o Maracatu, a mesmice foi a tônica. De nada adianta o brado ufanista de “terceiro melhor carnaval do Brasil..” de alguns coleguinhas desinformados. Continuamos pobres  de tudo, principalmente de imaginação. Pra tudo acabar na justiça. Os jurados, sinceramente, horrorosos.

PELA CULATRA – Não é verdade que o governo não resolve os problemas da saúde, como afirma novo critico do governo, falou-me indignado graduado funcionário da Sesa. Houve um enorme avanço nesses dois anos, apesar dos aloprados do PSOL e profissionais que em oito anos de mamata, se acostumaram a receber sem trabalhar; do sucateamento do sistema vitima do descaso de seus dirigentes, todos eles médicos, e da ajuda do PSOL, sindicatos e Conselho Médico que juntos produziram um estrago criminoso e causaram um desgaste sem precedente ao governo, a quem transferiram a responsabilidade por tudo que provocaram de ruim ao povo do Amapá. Há muito que fazer ainda para corrigir o estrago que essa gente se nega ver. foi muito grande. Para completar,  a prefeitura desde Roberto Góes não assume a sua responsabilidade no atendimento básico de saúde. Isso acarreta um esforço monumental da SESAS para dar conta de 80% do atendimento que deveria ser feito pela PMM. Sabiam?

PIROTECNIA – Enquanto uns trabalham de verdade para viabilizar as ações da PMM, muita gente não está nem aí, quer saber de grana. Carlos Chellala, economista e professor universitário, segundo me informaram, é um dos poucos auxiliares de Clécio que trabalha duro para produzir grana para o governo sobreviver.E que acredita no potencial da instituição que segundo fala tem muitas formas de arrecadar. Vem trabalhando nisso. Enquanto isso os incendiários permanecem na sua inócua pirotecnia, botando fogo no circo.

SALVE POA QUERIDA – Estou de volta a bela, hospitaleira e aprazível PORTO ALEGRE, onde o alarido da insensatez não prospera. Terra de trabalhadores ciosos, de gente que não enriquece à custa do governo, que ama seu Estado e onde as autoridades se respeitam. Terra de Getulio, Brizola, João Goulart, Paim, Simon, Luciana Genro e do amigo Pedro, um paraibano que virou gaucho por opção e orgulho à terra que o acolheu. Terra de mulheres lindas e educadas, ostentando seus belos pescoços modiglianos, terra de Grêmio e Inter, onde o xará Bira é sempre lembrado quando a gente diz que é de Macapá. E por aí afora. Salve POA! Que alivio! Que paz!

 

Por enquanto é só.

 

 

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Uma resposta para “IMPRESSÕES

  1. Ta todo mundo esperando os portais da transparência da Prefeitura de Macapá, Assembleia Legislativa e Câmara de Macapá. Todo mundo quer saber quem ganha e quanto ganha. Será que os ilustres Clécio, Júnior Favacho e Acácio Favacho vão colocar na internet essas informações? Tenho minhas dúvidas.

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