Política & Cidadania

CARNAVAL

Onde tem alegria também pode haver tristeza e morte; o noticiário sobre o carnaval no Brasil registra quatro óbitos em Santos, depois que um carro alegórico tocou à rede de energia elétrica da cidade; em Sergipe um trio elétrico desgovernado fez várias vítimas, felizmente nenhuma fatal. Ainda precisamos esperar, com o coração na mão, pra ver o que é que vem aí com as estatisticas dos acidentes de trânsito nas estradas do País neste carnaval.

GUIARACÁ

Um dos filhos do Janary Nunes, em conversa com o colunista, elogiou o desempenho do governo e defendeu mais um mandato para Camilo Capiberibe. Uma declaração que poderia passar em brancas nuvens se Guiaracá não fosse filho do primeiro governador do Amapá, um homem ponderado e assessor do senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) atuando em Macapá; Guairacá defende o entendimento entre Camilo e Randolfe para que o Estado avance em áreas essenciais e se evite um trocesso político desejado por forças conservadoras que levaram autoridades do Amapá ao presídio da Papuda, em Brasília.

GELCINETE

Não a conheço, mas já experimentei o peso da sua caneta de magistrada; por causa de uma notificação – não falei duas nem três, ela mandou me conduzir coercitivamente à 3ª Vara Criminal, na sede do Forum de Macapá, para prestar depoimento no processo que o MPE está movendo contra Edson Barbosa da Silva, motorista que em 2008, conduzindo ônibus da empresa União Macapá, abalroou meu automóvel  estacionado em frente a casa do jornalista Correa Neto, na Mato Grosso, e na sequência feriu gravememte uma moça que veio a falecer catorze dias depois do ocorrido.

A colisão aconteceu em outubro, na véspera do segundo turno da eleição para prefeito de Macapá. Como não foi mostrada a única notificação feita, como tenho mais de 60 anos, endereço fixo, não represento qualquer risco à sociedade,  e não me lembro de haver sido notificado, estou pensando em entrar contra o estado, já que a decisão da juiza me pareceu excessivamente rigorosa, para não dizer arbitrária.

DEVENDO

Escapando das escolas grandes, as mais tradicionais, claro que qualquer expectador mais atento não tem dificuldade para constatar que ainda é uma realidade a pobreza das fantasias, dos carros alegóricos e enredos do carnaval das escolas de samba do Amapá. Não existe acabamento, inspiração, pesquisa, por isso o resultado que se vê na Avenida, enfim, está longe de ser o ideal. Nem o investimento feito pelo governo (grana preta, R$ 3,7 milhões) e acentuada melhora na infraestrutura do carnaval, como a construção da Cidade do Samba, a instalação da Central do Carnaval, a divulgação do evento dentro e fora do Estado, nada disso serviu pra acabar com a desorganização de algumas escolas arrastando carros alegóricos que se desmancham na Avenida, diante do público.

CRISE

Dependendo da apuração do desfile das escolas de sambas ( e Boêmios é um dos favoritos ao título), pode estourar uma crise sem precedentes nas hostes da escola mais antiga do carnaval amapaense, e que este ano levou para a Avenida o Estado de Parnambuco. Dois grupos se enfrentam pelo dominio da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho; um quer se manter na direção da escola, liderado pelo advogado Vicente Cruz, outro quer a saída de Cruz, este liderado por um ex-aliado, fundador e figura histórica da entidade – simplesmente Francisco Lino da Silva cogitando de um MS com objetivo de afastar oponente e reaver o comando da agremiação.

OTACIANO

Fez a travessia da Bahia de Macapá como tantos outros caboclos, tantos outros pais de família em busca de melhores dias, ele que é originário do interior do Pará (Curipi, segundo amigo Haroldo Pinto, que  está desligado do Jornal do Dia faz algum tempo); antes do Território do Amapá, estabeleceu-se em Macapá com a mulher Irene, e decidiu trabalhar duro para prover as necessidades da família crescendo; andou embarcado (regatão), abriu armazem de estiva, inaugurou revenda de automoveis e fundou o Jornal do Dia; escreveu a história de um homem decente, de  respeito e trabalho, deixando para os filhos que criou no ambiente da igreja e da família, um legado que os impede de enveredar pela prática de individuos mal intencionados, que não sabem fazer outro jornalismo que não seja do achaque, da difamação, da chantagem e da mentira.

COOPTAÇÃO

Com a chiadeira dos prefeitos que receberam de seus antecessores prefeituras endividadas, cidades esburacadas, salários em atraso, serviços essenciais caóticos, como de legalização de lotes, saúde, educação, asfaltamento de vias, habitação, sem falar nas maracutaias, desfalques e rombos para todos os gostos, uma parte da mídia nacional resolveu questionar o papel das Câmaras de Vereadores, já que um de seus compromissos angulares é a fiscalização do executivo municipal, o que não está acontecendo.

IMPUNIDADE

A propósito, ainda se pergunta por aqui como é que a Câmara de Macapá não cassou Roberto Goés (PDT). Certo é que todo mundo sabe que prefeito, assim que é eleito sem maioria na Câmara, vai logo distribuindo cargos para cooptar a oposição, o sindicato e o escambau da Bahia como forma de  garantir a governabilidade e impedir a fiscalização devida dos seus atos, algo que está acima dos partidos e dos interesses dos vereadores. Cabe ao eleitor cobrar da vereança a reponsabilidade de fiscalizar o prefeito.

TABELINHA

Muita agilidade e jogo por música, tal a afinidade entre eles; falo da tabelinha Melo/Savino,  da melhor qualidade, diria o Eury, unindo os filhos, A  Banda e a Rádio Diário FM. Foi um tal de dá pra mim que eu estico pra ti que lembrou a tabelinha Pelé & Coutinho – gols a perder de vista, cada um mais bonito que o outro; imagino que em 2014, ano de eleição e de Copa do Mundo no Brasil, a fatia da Banda vai crescer  e a tabelinha bamburrar, não é Paulão?

UMAS & OUTRAS<A Banda estreiou os bonecos Wanderley e Arimatéia, em homenagem aos dois foliões  que faleceram há menos de dois anos, e faziam parte da história do bloco; os bonecos foram feitos fora do Amapá e, dizem, que feito com material de boa qualidade<>Brincar em um bloco de sujo como A Banda, numa cidade como Macapá, sem serviço de transporte coletivo que atenda eficientemente a demanda provocada por um evento como da terça-feira realmente exige uma dose extra de paciência<> Ontem a noite multidões de foliões longe de casa, após a passagem do bloco, esperavam por horas para que aparecesse um ônibus no horizonte das ruas e Avenidas de Macapá<>A Escola Raimunda Mendes Coutinho ( Professora Guita), precisa sair da área do Glicério Marques para ser reconstruida em outro local  da cidade que ela tanto amou, e por quem dedicou boa parte da sua vida alfabetizando as crianças e encaminhando os jovens de Macapá<>Maracatu está no páreo, Boêmios também; Piratas sempre brigando por títulos teve um carro quebrado e parece que está fora<>A buraqueira piora a cada chuva que cai na cidade enquanto vai perdendo força a idéia da parceria Camilo/Clécio, Clécio/Camilo virando pó bem no meio da fogueira da vaidade<>ex-deputado federal, Badu Picanço, está mais para a atividade empresarial que política; está seduzido pela idéia de uma empresa de turismo que pretende montar com a parceria de empresários de São Paulo querendo investir no Amapá<> Azolfo Valente, Jucicleber Castro, Sérgio La-Rocque e outros pessebistas notáveis estenderam tenda na curva do Santa Maria para festejar a passagem da Banda<>Bem ao lado, uma turma do PSOL também resolveu ‘acampar’ pra esperar a Banda do Savino, mas foi só, ficou tudo bem no final<>É o que há, outro dia a gente volta, amigo.

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2 Respostas para “Política & Cidadania

  1. Caro João.
    Outro dia pensava exatamente como o articulista no caso do grande homem que foi OTACIANO PEREIRA,com quem tive o privilégio de conviver e bater longos papos em que expunha exatamente sua preocupação com o destino do Estado que tão bem acolheu e lhe deu uma prole respeitável. Mas acabou que deu um bug em algus deles que na contra mão do patriarca passaram a usar o jornal da familia, um de seus inumeros empreendimentos, para atingir pessoas de bem e aqueles que querem um Amapá melhor, livre da corrupção. Que deixou de ser um jornal para se tornar um pasquim desvairado a serviço de interesses obscuros. Nenhum editorial convencerá que “Seu” Otaciano apoiaria as porcarias e sandices paridas de mentes doentias que não digeriram , até hoje, a vitoria do atual governo.

  2. Também tive a prerrogativa de conhecer “seu” Otaciano à época em que possuía uma “fábrica” de descascar arroz localizada no ínicia da Rua Cândido Mendes, quase esquina da Nações Unidas. Nos tempos mais atuais, lembro dele diplomando e empossando a primeira presidente da Confraria Tucuju, evento ocorrido em uma casa de espetáculos que havia na R. Eliezer Levi – Laguinho, do qual participou acompanhado da esposa posto formarem um dos casasis mais respeitados naquela conjuntura da vida social de Macapá. Era um homem educado, afável e que sempre tinha um cúmprimento a disspensar aos circunstantes, etretanto, parece que os ensinamentos religiosos e de cidadania que sempre pregou não fizerem efeito positivo a determinados membros de sua prole. Pura ganância, posto que nem sempre estiveram tão à cavalheiro da grana quanto hoje.
    Meton Jucá Junior

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