LEMBRANÇAS DO MEU BAU

CurruScan2Nas década de sessenta, setenta, oitenta, o futebol amapaense tinha alguns xerifes que mereciam respeito dentro e fora do Amapá; zagueiros e volantes cães de aguarda tinha aos montes, todos prestigiados por técnicos como Chibé, Dezesseis, Julio Veliz, Aluisio Brasil, Jarbas Gato e Humberto Santos, que fez história nos principais clubes da terrinha. Orlando Tôrres foi um cabeça de área que deixou saudade, ninguém chegava à meta tricolor sem ter que enfrentá-lo antes; era uma especie de xodó da torcida; outro cara que fez nome no futebol do Amapá foi Orlando Curru, sempre jogando com garra e dedicação, compondo com Alceu uma das melhores zagas que eu vi jogar por estas bandas; jogava um pouco a frente do xerife Alceu, e passar por ele não era moleza não, mesmo baixinho, 1 metro e 60 de altura – que conte o Alcino, do Remo, se ainda estiver entre nós. Foi protagonista de tardes memoráveis no velho Estádio Glicério Marques na época em que havia futebol e autoestisma, na época em que o torcedor ia a campo para torcer pelo time de coração, e não pra bater papo e comer churrasquinho da Caló. Orlando Curru, aos dez anos de idade, migrou com a família, do interior do Pará para Macapá, e aqui deu os primeiros passos no futebol no campinho do América, no Bairro do Laguinho; em 1964 ingressou no 7 de Setembro, da 2ª Divisão do Futebol amapaense; mais tarde, convidado por Humberto Santos, ingressou no São José, por quem foi tri-campeão amapaense (1970,1971,1972), sempre jogando ao lado do Alceu. Um jogo que marcou a vida de boleiro do Orlando Curru foi a decisão do Campeonato Amapaense de 1971, contra o Ypiranga Clube, vencida pelo tricolor, 1×0, gol de Ubiraci; outra partida importante foi um amistoso contra o Clube do Remo, com vitória do São José, no Glicerão, e uma atuação pra lá de convincente na marcação do Alcino da Portela, que tinha quase dois metros de altura contra 1 metro e 60 centímetro do Curru; depois o Clube do Remo pediu revanche e o São José o derrotou novamente por 1×0, desta feita em pleno Baienão; só na segunda revanche é que o Remo conseguiu dar o troco, em Belém, vencendo o Sanjusa igualmente por 1×0. Em depoimento dado ao médico e jornalista Leonai Garcia, constante do livro “Bola de Seringa”, Orlando Curru aponta Atônio Trevizzani como maior craque do futebol amapense de todos os tempos, Humberto Santos como melhor técnico, João Ferreira como melhor dirigente e José Figueiredo melhor árbitro. Segundo ainda Curru, a melhor seleção amapaense de todos os tempos formaria com: Zé Roberto, Paulo Rodolfo, Alceu, Bandeirante e Castelo; Orlando Tôrres, Haroldo Santo e Piraca: Haroldo Pinto, Antônio Trevizzani e Moacir Banhos. Curru nasceu no dia 30 de dezembro de 1945, no Arquipélago do Marajó. No primeiro registro, Curru aparece no time do São José, tricampeão amapaense, em 1972, a saber, da esquerda para a direita, em pé : Zé Roberto, Antoninho Costa, Alceu, Piraca, Curru e Penafort; agachados: Ubiraci, Tmbó, Moacir Banhos, Orlando Torres, e Haroldo Pinto; na outra foto, o bom e velho Orlando Curru, 67 carnavais bem vividos.

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