IMPRESSÕES

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Por Rupsilva

EVIDENCIAS POLITICAS: LIVRE INTERPRETAÇÃO

Não há como dissimular. O que mais incomoda militantes e agregados do PSOL é admitir a importância [decisiva] da participação do PSB  na vitória  de Clécio Vieira à Prefeitura de Macapá, algo que mudou a história da disputa quando a Harmonia já  festejava o triunfo de Roberto Góes parecendo inevitável.

Esse fato, mesmo a contra gosto, psolistas e “nova esquerda” tiveram que engolir. Como engoliu a harmonia, Randolfe Rodrigues e Zé Sarney, que nunca esperavam depender do PSB para decidir o pleito que, ao final, se mostraram incapazes de resolver.

Em tese, seria motivo suficiente para uma atitude mais tolerante do PSOL e seus sindicatos para com o governo.Nada disso…

Apesar de tudo, o PSB, mais uma vez, reafirmou sua força política. Resultado inequívoco de sua consistência ideológica, de seu comando, unidade e capacidade de mobilização. Foi assim, por exemplo, com Waldez Góes com o “agora é 12” em 2002, lembra? Foi assim também com Papaleo Paes, João Henrique e agora com Clécio  quando desfilou sua bandeira amarela com o numero 50.

Por isso é bom não esquecer que os socialistas, mesmo nos momentos de baixa, influem de forma decisiva nas eleições do Estado, independente de partido que lhe peça socorro. Quando não vence, o PSB decide conforme ocorreu recentemente, enfatizo,  com o PSOL.

Há algum tempo as relações entre os socialistas do PSB e do PSOL, antes boas, andam azedas. Tudo começou com a aliança do PSOL com a direita e a rendição total de Randolfe a orientação política de Sarney, que teria começado em 2010 .

Para uns 2008, quando Randolfe quase abandonou a candidatura de vice de Camilo a PMM, flagrado pelo próprio PSOL negociando com WG; só não aconteceu por causa da firme intervenção de Heloisa Helena. Foi dito e escrito à época.

Seduzido e retirado das esquerdas, seu habitat natural, se deixou claramente manipular para derrotar o senador Capiberibe, maior liderança política do Estado, inclusive com a ajuda de uma dissidência do próprio PSB, cujos argumentos refletiam mais mágoas pessoais que razões políticas.

Por tudo isso, a participação dos socialistas na campanha de Clécio parecia um sinal claro de reconciliação, avaliada no PSB como fundamental para ajudar na retomada do nosso desenvolvimento e juntar-se ao esforço do governo Camilo Capiberibe para promover a limpeza ética do Estado.

As noticias deixavam claro o que era previsível. O que houve na esfera estadual se repetiu na municipal, conforme todos sabiam. A herança de RG, guardadas as proporções, na verdade abissais, aconteceram na esfera Estadual.

Um quadro dantesco: sumiço e desvio de recursos, dinheiro mal aplicado, despesas pagas e não comprovadas, desorganização, ausência de planejamento e prestação de conta, em total desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A princípio imaginou-se que Camilo poderia [e pode] ajudar na reconstrução da governabilidade municipal. Que parcerias poderiam ser celebradas em favor da população. Houve inclusive tentativas de se estabelecer essas ações interinstitucionais. Dois ou três encontros dos chefes de governo esbarraram, segundo vazou, em  razões objetivas que afinal derivam de uma só.

Picado pela mosca azul [leia-se Sarney] Randolfe encasquetou em ser governador, ainda que tenha direito, uma eternidade para sê-lo e um mandato de senador a cumprir.Com uma exposição fora do comum na mídia nacional, peripécias patrocinadas por Sarney, que  se destinam, obviamente, ao ‘mercado interno’. Por isso desfila pela aí sua empáfia e esquisitices sem que tenha que responder sobre coisas substanciais.

Raiz do mesmo tronco, mas que contribuem fortemente para as dificuldades de entendimento entre Clécio e Camilo, aem febrilmente os xiitas do partido e seus irracionais aloprados. Com os olhos rútilos focados no poder não querem saber do Estado. Talvez de suas benesses.

Misturados a harmonia a quem desejam de volta ao poder, apesar de tudo, vivem em campanha tramando o desgaste do governo na intenção de promover Randolfe.

Todos:  senador, xiitas , aloprados e aliados harmônicos por conta disso declararam como estratégia guerra permanente ao governo. Não adianta Clécio querer. É preciso que Sarney e Randolfe queiram. E não querem.

Imaginam que podem chegar ao poder independente do desempenho de Clécio. Por isso quando falam nos cenários favoráveis a sua candidatura, sempre se reportam ao desempenho do governo Camilo e esquecem o companheiro Prefeito.

Deixa claro que a atuação de Clécio Vieira na Prefeitura da capital não está no rol de suas preocupações, não entra como fator negativo ou impeditivo de seu objetivo. Isso é ruim para a jovem liderança de Clécio, uma espécie de amarração aos desígnios da dupla.

Outra coisa que precisa ser dito é que Randolfe repete Sarney quando estimula a crítica ao governo. Ambos não conhecem o Amapá. Confinados em seus gabinetes de Brasilia, preocupados em aparecer para a mídia, não sabem da obra espetacular do atual governo e nem querem saber.São mais de 100, de norte a sul, de leste a oeste do Estado, recursos investidos em saúde, educação, segurança, estradas etc. , que nos fazem acreditar no nosso futuro.

Sua candidatura, na verdade, independe de nada. É uma obsessão. O desempenho do governo, com certeza não conta, como vive alardeando; crítica subliminar que traduzida insinua, como fazem seus aloprados e exímios factoideiros [perdoem pelo neologismo] que o governo nada faz. A candidatura existe de fato  e está na rua, independente do esforço hercúleo do governo para recuperar a capacidade de investimento do Estado, organizar a casa e alavancar nosso desenvolvimento.

POUCAS & BOAS

BATE-BOCA – Acho o twitter o lugar menos indicado para se discutir coisa séria como saúde. Menos ainda para cobrar postura ética e responsabilidade social, assuntos que merecem outro fórum. Por isso tanto Robério Monteiro quanto Rosano pisaram na bola quando resolveram discutir pela internet temas tão delicados que merecem certamente uma abordagem juridica no lugar de um rales bate-boca.

COMO PODE? De vez em quando cruzo com um veiculo portando um mote de campanha eleitoral que pelo conteúdo deve ser professor. Diz a frase: “Educador não vota em opressor”. Não só contra opressor, meu caro mestre. Contra corrupto principalmente. Essa frase me tira do sério toda vez que a leio. Por duas razões: a primeira por atingir uma pessoa que trabalha pela moralização do serviço público. Em segundo por se tratar de algo que jamais deveria vir de professores, autores dessa besteira.

Uma pessoa que quer o melhor para sociedade e deseja que qualquer funcionário cumpra, de verdade, sua obrigação, não pode ser acusado de opressor, principalmente por quem não quer trabalhar e contribuir para melhorar o ensino público. Depois, convenhamos, uma cabeça que produz uma pérola dessas, é um estúpido, um falso democrata. Alguém que precisa voltar a escola e aprender tudo denovo. Com urgência!

O TAMANHO DO ORÇAMENTO. Um cargo ou função pública, primeiro, segundo ou terceiro escalão, não pode ser medido pelo tamanho do seu orçamento. Quando se trata da construção do Amapá, independente desse “detalhe”. Todo cargo é importante. Digo isso por que há quem cobre a mudança do engenheiro Sergio La-Rocque da pasta de Transporte, onde realizou um trabalho a altura de sua formação técnica.

Saiu de uma Secretaria nadando em dinheiro, para a de Regulação, que segundo se comenta, não tem [ainda] orçamento, o que não é verdade. O ex-titular dos Transportes terá a nobre missão de colocar ordem na casa, digo, no governo. Para os que adoram uma futrica Sérgio La-Rocque entendeu as razões da mexida e não chiou. Ao contrário de alguns amigos que entendem, mas fazem que não.

A COERÊNCIA TARDIA. Um fato vem agitando e chamando atenção da área de comunicação e política. A enxurrada de profissionais que deixam o governo para trabalhar na gestão do novo prefeito. Buscam, com certeza, reaver a coerência perdida durante a campanha eleitoral passada. Naquele momento, tomados pelo dilema shakespeariano de ser ou não ser, a maioria da equipe de marketing do governo pôde, enfim, respirar aliviada. Por meio expediente. Ufa! Espero que usem esse exíguo tempo por uma causa nobre.

POR QUEM CHORA ANA DALVA? Pois é, por quem chora Ana Dalva? A pergunta faz todos os sentidos. A ex maior liderança do PT local alimenta um rancor que já dura uma década.Não consegue se livrar da dor de sua derrota ao governo do Estado em 2002, vítima de Sarney e do PSB. Hoje amigona do Zé do Bigode e de José Dirceu, e inimiga do PSB, não resiste uma traição. Vive contrariando seu partido quando se trata se aliar ao parceiro histórico. Mas na hora da partilha dos cargos lá está dona Dalva batalhando seu quinhão. Alias, justiça seja feita, não é só Dalva que gosta de cargo, esse é um cacoete político que mexe com muita gente no Amapá. Apesar dos cargos no governo Camilo –  Procon e Rurap, andava de braços dados com Roberto Góes, candidato da harmonia. Reclamar de que ?

FEITAS PARA CONFUNDIR. O mancheteiro de jornal – aquele que elabora a manchete do jornal, é um profissional qualificado, tanto quanto um editor, editorialista, repórter, articulista, revisor etc. e tal. Aqui é uma peça decorativa a julgar pela qualidade das manchetes dos nossos jornais. Saibam os donos de jornais que a noticia, a boa noticia, começa por uma boa manchete. Aqui ela é quase sempre ambígua, tendenciosa e não esclarece a informação e o leitor.

TRATAMENTO VIP. Gentil e compreensiva tem sido a mídia e instituições com Clécio Vieira mergulhado até o pescoço no mar de problemas herdado de Roberto Góes. Compreensão que não demonstraram ainda hoje,  com o governo Camilo Capiberibe,  hostilizado desde o início. E olhe que as  dificuldades de Camilo e Clécio são incomparáveis.Ainda hoje MPE e MPF não refrescam com o governo do Estado. Quanto a Clécio, se preciso for pode fechar postos de saúde, e se as ruas ficarem muito esburacadas , nos obrigar a mudar de lugar[ Estado]. Certa dose de tolerância é bom. Não pode só pra uns, mas para todos, se for o caso.

IGNORANTES POR NATUREZA. Ninguém ganha do Amapá em matéria de ignorância política. Principalmente veiculadas pelas redes sociais, jornais [?] e rádios. Somos campeões disparados. Para variar dia desses ouvi um jovem, a vontade para expor suas baboseiras,  reclamar do governo atual pelo fim das bolsas de estudo ocorrido justo no governo em que era a titular da Secretaria da Juventude. E atribuir ao governador Camilo o aumento das tarifas de ônibus, função do município. A entrevistadora não tugiu nem mugiu. Disse mugiu.

CONSTANTINO ALOPROU. Pois é, nem bem recuperou o desembargo por decisão monocrática do Ministro Fux do STF, cujo processo o envolvia numa série de procedimentos incompatíveis com a função de magistrado, lá está o mesmo Brahuna metido em outra enrascada que pode lhe custar, novamente, a perda da desembargo. O conteúdo da gravação – segundo as más línguas, é o retrato irretocável do nosso Judiciário. Obvio, com as exceções de praxe. Não são todos, evidentemente. Como em todo lugar há gente ruim e gente boa.  

PEGOU. Pegou bem a nomeação do Dep. Bruno Mineiro para a SETRAP sem prejuízo ao excelente trabalho de Sergio La-Rocque e Edson Valente. Das mudanças operadas por Camilo no primeiro escalão do governo foi a que mais impactou. Não há quem não fale bem do novo titular da SETRAP.

Por hoje é só.

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Uma resposta para “IMPRESSÕES

  1. Realmente existe alguma coisa estranha e não revelada na relação de Randolfe Rodrigues com José Sarney parecendo subserviência ou cumprimento de acordo político velado tendo como pano de fundo as eleições de 2014; perguntado duas vezes pelo reporter do Congresso em Foco sobre os atos secretos, duas vezes (respirando fundo, segundo o repórter) Randolfe falou sobre o ‘milagre’ sem revelar o nome do ‘santo’ que atende por José Sarney…Muito constrangedor isso para alguém que quer chegar à presidência do senado fazendo o discurso do combate à corrupção e outras mazelas.

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