MAIS UMA INVESTIGAÇÃO CONTRA RENAN NO STF ESQUENTA A DISPUTA NO SENADO

Candidato à presidência do Senado é suspeito de crime contra o meio ambiente em inquérito despachado há uma semana ao gabinete da ministra Cármen Lúcia. Senador é alvo de outras duas investigações na corte

Pedido de investigação contra o peemedebista chegou ao STF em 2 de janeiro

Prestes a anunciar sua candidatura à presidência do Senado, de onde foi apeado após uma série de denúncias em 2007, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é alvo de nova investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Chegou ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, no último dia 2, pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar se o senador cometeu crime contra o meio ambiente e o patrimônio genético em uma unidade de conservação federal no interior de Alagoas. Caberá a Cármen Lúcia dar andamento ou não ao inquérito autuado sob o número 3589. A nova investigação se soma às outras duas que já correm no Supremo contra aquele que é dado como nome certo para presidir o Senado pelos próximos dois anos.

Como proprietário da Agropecuária Alagoas Ltda, Renan é acusado pelo Ministério Público Federal no estado de pavimentar ilegalmente, com paralelepípedos, uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no município de Flexeiras, a 66 km de Maceió. O instituto, porém, não foi consultado e não concedeu qualquer licença ou autorização para a obra. A unidade, de 6 mil hectares, conserva áreas de Mata Atlântica. A estrada liga a Fazenda Alagoas, de propriedade do grupo de Renan, à principal rodovia que corta o estado, a BR-101.

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