PESQUISADORES PRODUZEM ‘ATLAS’ DO SISTEMA IMUNOLÓGICO HUMANO

Análise de diferentes tecidos humanos permitiu mapear os linfócitos T, principais células de defesa do organismo

Linfócito TLinfócito T: principal célula de defesa do organismo, também denominada célula T (Thinkstock)

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, criaram o primeiro ‘atlas’ das células do sistema imunológico do corpo humano, descrevendo a função e distribuição dos linfócitos T em pessoas saudáveis. Essas descobertas podem impactar no desenvolvimento de novas vacinas e imunoterapias (tratamentos para câncer que promovem a estimulação do sistema imunológico). O estudo foi publicado online na edição deste mês do periódico Immunity.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Distribution and Compartmentalization of Human Circulating and Tissue-Resident Memory T Cell Subsets

Onde foi divulgada: periódico Immunity

Quem fez: Taheri Sathaliyawala, Masaru Kubota, Naomi Yudanin, Damian Turner, Philip Camp, Joseph J.C. Thome, Kara L. Bickham, Harvey Lerner, Michael Goldstein, Megan Sykes, Tomoaki Kato e Donna L. Farber

Instituição: Universidade de Columbia, nos Estados Unidos

Resultado: Através da análise de tecidos de 24 indivíduos saudáveis, doadores de órgãos, os pesquisadores observaram que os linfócitos T presentes na corrente sanguínea são diferentes daqueles encontrados nos tecidos. Além disso, cada tecido apresenta uma combinação específica dos diversos tipos dessa célula.

Os linfócitos T, também chamados de células T, são células do sangue e principais responsáveis pela defesa do organismo. Existem diversos subtipos dessas células, que protegem o organismo contra doenças, agentes patológicos e corpos estranhos.

Para estudar as células T, os pesquisadores utilizaram amostras de tecido humano, obtidas a partir de 24 indivíduos doadores de órgãos. As amostras foram recolhidas do baço, pulmão e intestinos. Os doadores tinham entre 15 e 60 anos e não apresentavam doenças crônicas ou imunológicas. O uso de tecidos humanos nesse estudo é um fator importante, pois a maior parte dos conhecimentos sobre células T humanas até o momento vinha de estudos realizados com o sangue, por ser mais fácil de obter amostras.

Mapeamento — Os pesquisadores descobriram através dessa análise que cada tecido apresenta uma certa quantidade de células T e uma proporção específica dos diferentes tipos dessa célula compondo um todo, que se manteve muito simular em todos os doadores, apesar das diferenças de idade e estilo de vida. Além disso, eles observaram que as células T presentes nos tecidos não são iguais àquelas que circulam no sangue.

De acordo com os autores do estudo, esse conhecimento sobre o sistema imunológico de indivíduos saudáveis pode ser utilizado para melhorar o entendimento de como cada tecido responde a doenças, podendo ajudar na confecção de vacinas. “Para fazer vacinas melhores, pode ser necessário gerar uma resposta das células T no local da infecção, não na circulação de modo geral”, afirma Donna Farber, integrante do grupo de pesquisadores. Para isso, os autores afirmam que o próximo passo da pesquisa é descobrir quais são os tipos de células T presentes nos tecidos e sua função específica.

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