OPINIÃO

COMO SEPARAR LULA DE ROSEMARY?

 Do Editor

Que fale por nós o artigo 5º da Constituição Federal (Capítulo dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos) declarando que todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, ou seja, independente da raça, cor, religião ou classe social.

Que fale por nós, e fale mal, já que apesar dele não conseguimos avançar; neste aspecto a democracia brasileira ainda está na idade da pedra lascada, uma república combalida pelos maus exemplos dos seus governantes, pela desconfiança do povo nas instituições.

Tristemente continuamos refém da tese das ruas segundo a qual lei neste País só é aplicada de verdade para punir puta, negro e pobre. Pode ser que mude com a chegada de um negro à presidencia do STF, vamos aguardar.

Por enquanto os graúdos não respeitam a Constituição, os políticos acham que os mandatos são fortalezas que os protegem de seus delitos dificilmente punidos, pois recebem o tratamento da leniencia, da vista grossa, da cumplicidade e do corporativismo.

Foi só Marcos Valério resolver falar verdades escondidas que se levantaram do silêncio das cadeiras vazias, no Senado, as vozes dos áulicos do Lula  para arrancá-lo do meio dos pobres mortais.

São as lideranças do lulopetismo “pagando” com discurso pronto as benesses do poder; discursos bolorentos, repetidos, cheios de números milagreiros que não traduzem melhora nem na comparação do Brasil com os vizinhos da América Latina.

Em São Paulo, Rio de Janero, Espirito Santo, Santa Catarina todo santo dia há mortos para uma guerra civil; na preparação do País para a Copa e as Olimpíadas se rouba tudo que falta à saúde, à educação, ao cidadão curvado de tanto pagar impostos não restituídos em seu benefício, como deveria ser.

Mas Lula pra essa gente foi um divisor de águas, construiu um país novo; é um cidadão perfeito, acima da lei e de qualquer suspeita, mesmo que todas as suspeitas revelem seu nome, como no caso de sua ligação com Rosemary Noronha, uma bela mulher envolvida em negócios que não poderiam prosperar sem o aval de ‘Deus’.

Deus é como Rosemary chama Lula nas escutas da PF, e é como Lula a se acha: um ser diferente com ‘direito’ a um palmo ou mais acima da cabeça dos imperfeitos, dos que estão abaixo da lei – e não só acima da cabeça dos pretos, dos pobres e das prostitutas.

No País das meias verdades e do jeitinho, se assiste ao espetáculo do absurdo, considerando a natureza dos fatos que presenciamos de alguns dias prá cá, desde que apareceram as primeiras denuncias sobre os irmãos Vieira e a musa do Planalto: a separação do inseparável.

Lula e Rosemary, para fins de apuração dos ilícitos que transtornam o governo e a República, são íntimos e inseparáveis, não há como investigar Rosemary sem investigar Lula, não há como indiciar um sem indiciar o outro.

Parte da imprensa conservadora que cobre a Operação Porto Seguro já fez a separação indecorosa, depois que o Planalto e o PT falaram grosso na defesa do chefe. Outra parte não, se mantém civicamente na defesa da apuração dos fatos, felizmente, casos de VEJA e de O Estado de São Paulo.    

O deputado Marcos Maia, presidente da Câmara Federal,  já está preparando sua pizza particular! Sem vacilo, com a firmeza de um estadista – semblante bem levantado, Maia faz a defesa dos condenados, ao invés de fazer a defesa do País e da ética na política.

Claro que brasileiros de boa cepa, o mundo civilizado, ninguém vai entender…Como indivíduos condenados pela Suprema Corte do País poderão sair do cárcere para representar o povo e voltar de novo ao fundo do cárcere, levando suas “condecorações” nada republicanas?

Se for autoridade, tiver mandato e for amigo do rei tudo pode no Brasil, inclusive rasgar o artigo 5º da Constituição Federal. Por isso a malandragem é homenageada, premiada, reconhecida, bajulada e respeitada!

Ou o amigo, na sua triste conformação, acha que por trás da presença de Sarney no Planalto não havia uma resposta aos que acham que Lula não está acima da lei e deve explicações à justiça e à sociedade?

Claro que sim, afinal de contas o manda-chuva do Maranhão venceu a lei, derrotou a indignação das ruas, a robustez das denúncias, a verdade dos fatos; transformou-se no ícone da impunidade no Brasil…Bem sucedida impunidade, diria meu amigo Carlos Bezerra, olhando a gente lá de longe, descansando das agruras de um país injusto!

 

 

 

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