FUTEBOL – PALITO, O PELÉ BRANCO DO NORTE

PalitoDSC00415JOSÉ DOMINGOS DOS SANTOS NETO – (16/12/37), mais conhecido como PALITO, uma alusão ao seu tipo físico, ao tipo físico do pai, da mãe também, que era bem magrinha – eu conheço toda a família, que por muitos anos foi vizinha da minha família às proximidades da Usina de Força e Luz, eles pela Cora de Carvalho, os Picanço e Silva pela General Gurjão. Curiosidade é que o irmão Carlos, o Carlito, que foi um bom jogador, herdou também o apelido, mas no diminutivo: Palitinho.

Palito é filho de José Domingos dos Santos Filho, “seu” Santos , e de dona Paulina do Nascimento Santos, ambos já falecidos. O patriarca da família foi administrador por muitos anos da Usina de Força e Luz, trazido para Macapá pelo coronel Janary Gentil Nunes, primeiro Governador do Território Federal do Amapá.

Palito nasceu em Belém, veio pequenino para Macapá com toda a família e aqui, com 13 anos de idade, em 1950, ingressou nas divisões de base do Esporte Clube Macapá. Lembra, saudoso, que em 1955, bem jovem, despontou na equipe titular do Esporte Clube Macapá ao lado de veteranos como Aristeu, Sabá, Amujaci, Pirigoso, Sanches, Edésio, Expedito. Um das muitas alegrias que teve, foi ter conquistado o título de tetra campeão amapaense de futebol pelo azulino da Avenida FAB. Palito jogou no Macapá, Trem, Santana e Amapá Clube.

Apontado quase que por unanimidade como melhor jogador do futebol amapaense de todos os tempos, Palito não tem dúvida: a passagem pelo Santana Clube foi a fase áurea da sua carreira, fase que foi mais ou menos de 1960 a 1966; no “Canário Milionário” foi 4 vezes campeão amapaense de futebol – 61,62,63 , 65. O time, com algumas variações, tinha: Vasconcelos (Wanderley); Sabá, Maranhão, Mundico e Olivar; Elair, Cremildo e Toinho; Lacerda, Escangalhado e Chico.

O craque Palito serviu a Seleção Amapaense por várias vezes jogando contra a Seleção do Pará e outras equipes que excursionavam pelo Norte do País; formou ao lado de Carlos Cochichiba, Aristeu II, Sabá, Amujaci, Domingos; Edésio, Perigoso, Biló; ele compôs um ataque que era Maximino, Perereca, Avertino e ele, Palito, como centro-avante.

Em 1958 era tão intenso o brilho do seu futebol que alguns cartolas resolveram levar o centro-avante para uma serié de testes no Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Palito foi bem, mas a saudade da mulher Marina e do filho Mário Guilherme, récem-nascido, o levou a deixar São Januário e voltar para Macapá. Jogavam no Vasco Supersuper Campeão  de 1958, Pinga, Ercio, Orlando, Coronel, Sabará, Belini, Paulinho e Almir Pernambuquinho, entre outros. Ainda fez teste no Clube do Remo, foi aprovado, mas o que lhe foi oferecido não compensava.

Outro fato que marcou a trajetória do centro-avante elegante, de chute mortal, drible fácil, várias vezes artilheiro do futebol amapaense, foi a entrevista concedida à Revista do Esporte, em 1962 (edição nº 252), quado foi chamado de Pelé Branco do Norte, numa alusão ao bom futebol que se jogava no Amapá naquela época, justo no melhor momento da sua carreira.

Palito pindurou as chuteiras atuando de zagueiro pelo Amapá Clube, dirigido pelo seu compadre e técnico Jarbas Gato, campeão de 1973. O time era: Vivaldo, Janela, Sena, Palito e Baracão; Munjoca e Mareco; Cutia, Norberto, Orivaldo e Penafort. A decisão foi 2×1 para o alvinegro diante do seu tradicional adversário, o Esporte Clube Macapá.

Ao longo de sua carreira, Palito lembra que foi dirigido por Geomar Tavares, Wenceslau do Espirito Santos (“16”), Juarez Boas Novas de Azevedo Maués, Isaac Elgable, Humberto Santos e Jarbas Gato, e aprendeu um pouco com cada um desses abnegados do futebol amapaense.

Sobre a situação do nosso futebol, Palito lamenta a má fase que já se arrasta por alguns anos, mas apçonta pra dois fatos alvissareiros que podem dar novo alento ao futebol tucuju: a possibilidade de mudança na FAF e a reforma do Estádio Zerão em  andamento.

Sobre Palito, craque que brilhou no Macapá, Trem, Santana, Amapá e Seleção Amapaense,  faço questão de dizer que é uma das santíssimas trindade que, com seu talento, deu qualidade e fama ao futebol do Amapá nas décadas de 60 e 70; os outros dois foram Biló e Lelé (João Silva).

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