PEIXE DO MEU AQUÁRIO

JOSÉ MARIA AQUINO, 75 anos, nasceu em Miracema, cidadezinha do noroeste fluminense, hoje com pouco mais de 26 mil almas. Depois de terminar o ginásio, em janeiro de 1951, decidiu conquistar a cidade de São Paulo, onde já estava o irmão Paulo, mais velho de seis irmãos. Fez o curso de direito na PUC e jamais pensou em tornar-se jornalista. Planejava ser Promotor de Justiça e, enquanto se preparava para o concurso, acabou casando. Quando nasceu o Jornal da Tarde, um marco no jornalismo brasileiro, em janeiro de 1966, o irmão mais velho e o cunhado Luiz Carlos Secco, também jornalista, convenceram Aquino a trabalhar como repórter do JT. Ele não queria, mas foi convencido a fazer um teste, sendo  aprovado e contratado. Naquele tempo não era exigido diploma de jornalista. E foi se dedicando às duas coisas – advogando e trabalhando como jornalista. Foi o suficiente para se apaixonar pela redação, pelo dinamismo do JT, incluindo viagens e prêmios. Ainda em 66 fez parte da equipe que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo com a série de reportagens sobre o casamento de Pelé. Em 68, dividiu o Prêmio ESSO de Informação Esportiva com Michel Laurence. No início de 1969, a  Abril Cultural passou a editar a Revista Placar, e contratou praticamente todo o grupo de jornalistas que editava a página de Esporte do Estadão, onde José Maria de Aquino era repórter e editor. Em 70 cobriu a Copa do Mundo do México, em 76 cobriu Os Jogos Olímpicos de Montreal, em 78 a Copa do Mundo na Argentina; em 80 Os Jogos Olímpicos de Moscou – sempre pela revista Placar, onde permaneceu até maio de 1982. Concorreu a quatro prêmios “Abril” e ganhou dois, na área de esportes. Nessa época, em maio de 82, foi convidado pela Rede Globo para ser um dos comentaristas na Copa da Espanha, ao lado de Márcio Guedes, que fazia dupla com Luciano do Vale, além de Sérgio Noronha que trabalhava com Galvão Bueno, e ele, Aquino, com Carlos Valadares. Na volta do Mundial da Espanha, foi trabalhar no Estadão, onde ficou até 91. Antes, em fevereiro de 83, foi chefe de reportagem do esporte da Rede Globo em São Paulo, montando o Globo Esporte e outros programas. Logo acumulou a função de chefe de redação. Chefiou também a reportagem nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, no Mundial do México 86, comentando futebol por mais alguns anos. Ficou na Globo até julho de 95. Depois foi ser consultor da Sportv até 2002. Nessa época passou a comentar jogos pela Sportv e debater no ARENA. Em 2005 ingressou no Portal Terra, comentando jogos, até a Copa de 2010, na África do Sul. Há mais de dois anos faz o Camarote no canal PFC, junto com Jorge Luiz. Trata-se de um programa  de entrevistas com os presidentes dos grandes clubes do Brasil. Fora da vida profissional, é casado com dona Katia (50 anos de convivência em janeiro de 2013), com quem gerou três filhos, duas moças e um rapaz. Tem seis netos – três garotos e três garotas. Curte a vida em São Paulo, gosta de viajar, de papear com os netos e caminhar pela praia, que fica logo ali.

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4 Respostas para “PEIXE DO MEU AQUÁRIO

  1. José Maria de Aquino, Juca Kfouri, Fernando Calazans, Marcio Guedes, Gerson, José Trajano e outros bons jornalistas esportivos fazem falta à Tv aberta. É dose ouvir comentários de Caio, Denilson, Edmundo e daquela galera do esporte interativo.

  2. MUITO OBRIGADO, AMIGOS DESSA TERRA BELA, QUE CONHECI AINDA CRIANÇA, EM 1970, E ONDE ESPERO MUITO VOLTAR UM DIA, PARA UM PAPO GELADO E CAMINHADAS ÀS MARGENS DO RIO. OBRIGADO, MEU CARO JOÃO. E DESCULPE POR SÓ AGORA CHEGAR AQUI, VOLTANDO DE UNS DIAS NO CALÇADÃO GO GUARUJÁ. ABS

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