OPINIÃO

Do Editor

AS LIÇÕES DO ROBERTO

É bom a gente ficar em casa quieto, ouvindo a cobertura do pleito. A gente ouve muita coisa. É aquele negócio do futebol: quem está fora do campo, lá do alto da arquibancada, enxerga melhor, sem a responsabilidade dos personagens do espetáculo: técnico, jogadores, o juiz e os seus auxiliares que precisam decidir alí em cima da bucha, em um momento de forte emoção, digamos assim.

O árbitro e auxiliares para não cometer erros, para não cometer injustiça; os jogadores para jogar obviamente, e para jogar o fino da bola se for possível; o técnico para não deixar escapar um bom resultado por falta de observação apurada, de iniciativa, de alternancia que cabe a um bom treinador promover para tirar sua equipe de um instante de letargia futebolística.

Alguém precisava dizer ao Clécio Luis – um bom rapaz, um bom candidato, um jovem preparado, que ele não tem nada o que aprender com o Roberto, com todo respeito ao Roberto – ou as acusações que pesam contra ele, respaldada por instituições como o Ministério Público Estadual, a Policia Federal, a Justiça Federal, o TCU, e que ele, o Clécio, repetiu exaustivamente ao longo da campanha, não singificam nada? Eram inverdades?

Claro que o Clécio estava saboreando o resultado da eleição, e pisou na bola, mas é por aí que começa a desconfiança do eleitorado, começam as contradições, as relações espúrias. O Roberto não tem nada o que ensinar ao Clécio; as ruas de Macapá estão esburacadas, os servidores públicos no Serasa, as Unidades Básicas de Saúde não existem, a cidade está suja, a máquina administrativa inchada e ineficiente e o Mucajá virou um pandemônio.

Quer fazer uma saudação ao seu concorrente, diga que ele foi valente diante das acusações que pesam contra ele por que leal ele não foi; nem a alegada experiência o Roberto possui, muito menos preparo; não deu bons exemplos como deputado estadual, como candidato a Prefeito e como Prefeito de Macapá.

No futebol, levou nossos times ao fracasso, inaugurou práticas lesivas à alternancia de poder arranjando uma boquinha na PMM a cada presidente de clube ou aos seus prepostos, “mimos” que iam além, que migravam para outros segmentos com objetivo de silenciar a crítica que poderia derrubá-lo do cargo de presidente

Por essas e outras, Roberto jogava – e ainda joga, de mele solto. Decidamente na deu bons exemplos na Presidência da Federação Amapaense de Futebol e o mandato de Prefeito que ainda exerce, é bom não esquecer, deveria ser tomado de volta pela Justiça pela prática da maior fraude eleitoral da história do Amapá, até hoje sem a devida punição.

Certo é que entre outras razões, o eleitorado que elegeu Clécio acreditou no Clécio, acreditou nas institutições que embasam às denuncias contra o pedetista, e tomou a decisão democrática de fazer pelo voto o que a Justiça já deveria ter feito pela aplicação da lei, pura e simplesmente.

Claro, vai ter imbecil dizendo que estamos tripudiando sobre um candidato derrotado, sobre um prefeito que governa por liminar, penando a dor da derrota sofrida; gente que vai dizer que isso não é nada, que o Clécio deve mesmo aprender umas lições com o Roberto…Lições, lições não! Acho que o pedetista, isto, sim, pode ensinar ao socialista como um gestor não deve tratar a coisa pública.Mas isso interessa ao Clécio?

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