IMPRESSÕES

A INCÔMODA FORÇA DO PSB

Rupsilva

Não é possível relacionar, nessas alturas dos fatos, o desempenho do governo à derrota de sua candidata no 1º turno da eleição à Prefeitura de Macapá, fato que deixou o partido governista fora da disputa do segundo turno.

Da mesma forma atribuir a candidata Cristina Almeida o desempenho pífio dos socialistas. É injusto – é absolutamente injusto responsabilizá-la. Na verdade a candidata, uma boa candidata, foi mais vítima que responsável pela derrota dos socialistas.

É mais que evidente que o governo tem um problema com seu marketing. Esse sempre foi um nó desde que tomou posse. O de não se tornar visível aos olhos da sociedade, por mais que execute obras estruturais, fundamentais, e tente consertar uma máquina sucateada, coisa que o impede, nessa quase metade de mandato, de prestar bons serviços à população.

Houve uma conjugação de fatos que conspiraram contra o governo, sem dúvida. Primeiro uma dívida monumental deixada pela administração anterior que Camilo, como gestor responsável, procurou quitar embora pudesse não fazê-lo, caso dos consignados, mas preferiu fazer para aliviar a barra dos funcionários.

Depois o desvio, em oito anos, de um bilhão e oitocentos milhões, números não confirmados, cujo paradeiro ninguém conhece, recursos que poderiam ser investidos na solução de problemas cruciais. Ainda sobraram outros pepinos, como a CEA, a AMPREV, passivos de áreas essenciais, direitos sócias, e por aí afora.

Em seguida um orçamento arrombado por deputados, ávidos por apropriar-se de recursos do Estado em desfavor dos excluídos. Valores, segundo levantamento do MPE, usados para gerar emprego a afilhados e assessores fantasmas. Sem contar o que ia para os tais caixas  dois, três, quatro etc.

Depois acontece uma conjuntura econômica nacional e internacional perversa, como já enfrentara o governo de João Capiberibe, que limita aporte de recursos do FPE usados para investimentos e manutenção de serviços essenciais prestados pela administração estadual.

Para completar, jovem governo, criativo e decidido a resgatar o Amapá de seu atraso, ainda tem que enfrentar uma oposição feita por maus políticos, maus gestores e maus empresários, uma frente midiática irresponsável, desinformando, criando  factoides e mentiras, usando, para atingir seus o bjetivos torpes, pessoas desqualificadas e sem compromisso com o Estado.

Atitude ditada pela mistura de ignorância, ranço e ódio, induzidos por políticos e empresários corruptos que pensam o Amapá apenas como fonte de sua riqueza pessoal, como disse e faço questão de repetir.

Apesar disso tudo o PSB, lado a lado com o PT ético, trabalha. E muito. Basta acompanhar as obras executadas pela CAESA nas mãos do competente Ruy Smith, da SETRAP de Sergio La-Rocque, da SEINF de Joel Banha e demais órgãos governamentais.

Em qualquer lugar isso seria o suficiente para tornar inócuas as acusações do candidato Roberto Góes [PDT], importunado por ver fugir a possibilidade de ganhar o segundo turno da eleição à Prefeitura de Macapá, objetivo enormemente dificultado pelo apoio do PSB, que tanto desqualifica,  ao candidato Clécio Luis [PSOL]. Por sinal um apoio que foi negado a Roberto e para o qual não faltaram gestões.

Roberto só repisa na tese por que sabe da força eleitoral do PSB que no curtíssimo prazo já operou mudanças no quadro eleitoral como mostram as pesquisas. Trata-se de uma militância aguerrida que faz a diferença. Por isso essa oposição obstinada aos Capiberibe que sempre trabalharam pelo Brasil e pelo Amapá. E que tem outro objetivo significativo que é o pleito de 2014.

A vasta folha corrida de Roberto não o impede de jogar aquilo no ventilador. Preso e acusado de vários ilícitos administrativos dentre eles ter surrupiado, segundo o MPE, oito milhões de reais do ITAU UNIBANCO, descontados dos servidores públicos, e não repassados a referida instituição financeira, nem por isso deixa de acusar os outros de crimes que não cometeram. Sem contar sua gestão marcada pela incompetência, pela falta de investimento.

O pior é que Roberto aprendeu a discursar. E ,isso, aliado à desfaçatez, ao engodo, à mentira, é um risco para a sociedade. Foi o que vimos no debate, quando tentou impressionar o candidato do PSOL, este, sim, um político que conhece os problemas do municípío e está peparado para saná-los.

Resta agora o futuro. Qualquer que seja ele, PSB, PT e PSOL tem a obrigação de se afinarem pelo bem do Estado. Óbvio que o triunfo de Clécio Vieira é a melhor alternativa pelos compromissos assumidos por esses partidos. Pensando bem: se a razão tivesse se sobreposto a emoção, se o PSOL não tivesse cometido esse erro de origem, essa fatura já estaria liquidada no primeiro turno.

 POUCAS & BOAS

COISA ESTRANHA. Sem dúvida que  todo mundo conhece o modus operandi da harmonia nas disputas eleitorais. Essa coisa da compra/venda de voto,  criança já nasce sabendo nas baixadas.

Mesmo assim continua ocorrendo e trata-se da base de eleição de muitas figuras que o povo dessas regiões nunca ouviu falar. Todo mundo sabe : TRE, PF, MPE, Policia e demais instituições do setor. Por que acontece então ? Alguém precisa se explicar.

AS EXCENTRICIDADES DE LULA. Só podemos atribuir a isso sua mania de apoiar corrupto no Amapá. Como disse o ético Paulo Bezerra, essa não dá pra atender. Referia-se a recomendação para o PT votar em Roberto. Depois que aprendeu com Sarney o tal pragmatismo político  [ou de que “ todos os meios justificam os fins..”]  Lula rendeu-se a promiscuidade política que tisna sua imagem de homem público. E já que pouco conhece o Amapá, gostaria de saber quem o coloca nessa situação comprometedora?

DÁ PARA ENTENDER? Enquanto o governo paralelo de Gilvan usa seus meios de comunicação para enxovalhar com mentiras o governo, a Justiça Eleitoral impede um governo que trabalha pela sociedade, de divulgar o seu trabalho, de prestar contas ao cidadão daquilo que faz com os recursos públicos.

Para agravar Roberto Góes continua agredindo o governador Camilo e seus familiares sem que os ofendidos usassem o universal direito de resposta ou que a justiça impedisse a veiculação dessas ofensas nos programas eleitorais. Tudo por que alguém resolveu sentar sobre as solicitações da assessoria jurídica do Estado. Depois esses deuses reclamam da isenção que não usam.

Por hoje é só.

E-MAIL: rupsilva_ap@hotmail.com.br

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