CRÔNICA

UMA VOLTA NO REGATÃO!

João Silva

Tem uma garotinha especial que se chama Dayse não por acaso, claro! O nome é uma homenagem à prima e mestra Dayse Nascimento falecida em 2005. Ela ainda conheceu a meninha nos braços da mãe.

É melhor explicar para não complicar. Dayse é minha filha, tem dez anos de idade, fruto da relação com Keila Cristiane (foto), moça de olhos verdes, pequenina, belo rosto de cabocla sem pintura, como eu gosto.

Foi no Pastelito…Cristiane voltava da procissão; fora  cumprir promessa à Virgem de Nazaré por graça alcançada em 2001; estava  descalça, vestida de branco, simplória, mas deslumbrante.

Aconteceu que o anjo descalço olhou pra mim e sorriu como se tivesse reencontrado um velho amor…Claro que não resisti aos encantos dos seus 22 anos, e arriei de quatro.

Em julho de 2002 nasceu uma linda garota de pele alva, robusta, que veio juntar-se a outros seres que coloquei no mundo: Sílvia (mãe de família) e Livia (universitária), cada uma filha de uma mulher diferente: Irá e Elena, no caso.

Aí, amigo, foram chegando os netos…Luan, Lais, Danilo, Ana Clara, Amanda e Manu, esta do Anderson, um dos machos da prole. O outro é médico, solteiro, João Eládio, faz residência em São Paulo.

Dayse, a quem me refiro, nasceu no dia 21 de julho de 2002 e este ano completou dez anos – mocinha doce a quem dei um livro, um Ipod, e fiz promessas que espero cumprir, afinal estou envelhecendo, não sei quantos anos ainda vou ficar por aqui.

Pra ser sincero, faz algum tempo que eu e a mãe da garota decidimos acabar com a relação, mas viramos amigos, e estamos juntos pelo futuro da garota, até porque filho é para sempre, inclusive para curtir com o pai coruja os prazeres da vida.

No domingo passado nos encontramos, eu e Dayse, para um programa diferente…Nada de sítio, nada de clube social, nada de restaurante sofisticado, nada de brincadeira no parque, nada de passeio no bosque de uma cidade sem bosque…

Simplesmente fomos  ao Museu Sacaca dar uma volta no único regatão urbano do planeta; único também a levar a bordo uma bela Rosa, moça da região com um sorriso mais bonito que uma vitória régia.

Guia turístico no Museu Sacaca, flor de pessoa que ama o que faz, nos recebeu muito bem e foi passear com a gente contando histórias dos ribeirinhos que dependiam das mercadorias (mantimentos) que o regatão transportava na imensidão do Amazonas, 30, 40, 50 anos atrás.

Entre as recordações da mercearia do meu pai que comercializava esses produtos e o prazer  da “viagem” inusitada, reencontrei preciosidades que a memória havia esquecido: tabaco de envira, alho no cacho, cebola no cacho, penico, ferro de brasa, folha de abade, seiva de alfazema, lamparina, papel de embrulhar, brilhantina, banha, balança, prato de alumínio…

Lá também eu conheci um pouco da trajetória de um regatão que trabalhou na nossa região, o regatão do pai do empresário Jaime Nunes, proprietário da rede de Lojas Domestillar, uma história de superação que merece todo o nosso respeito e carinho.

Certo que ganhamos o dia, valeu a pena, e tanto valeu que eu e a Dayse resolvemos lhe fazer uma sugestão: domingo que vem, depois das dez da manhã, reúna a família e leve-a para dar uma volta no regatão, de graça, avec à simpatia da Rosa…

 

 

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