IMPRESSÕES

Rupsilva

DEBATE INÚTIL

Antes que se fechem as cortinas desse espetáculo chamado eleições, quero dizer algumas coisas mais. Para começar acho que o debate da TV AMAPÁ deixou muito a desejar. Não esteve á altura da expectativa que o órgão cria em torno dele.

Conseguiram transformar uma oportunidade excepcional de informar a sociedade sobre ideias e projetos dos candidatos em um programa para aqueles que não têm coisa melhor pra fazer. Programa de índio, segundo o jargão popular.

Quem tem coisa pra dizer não diz, quem não tem, como Genival [PSTU] monopoliza com suas bobagens e agressões aos adversários. Enquanto Clécio Vieira [PSOL] faz o discurso clássico, intelectualizado  dirigido a sua claque, num tempo generoso, Cristina [PSB] e Milhomem [PC do B] quase são impedidos pelo formato do programa, de dizer o que pensam.

Caso de Cristina Almeida[PSB] que tinha mais que dez creches a oferecer por que tinha o apoio do governo. Foi instada a responder questões meramente eleitoreiras como a da greve dos professores, obra do PSOL, completamente desfocada do debate. Foi a mais visada tanto que contra ela investiam Clécio Vieira, Roberto, Davi, Genival e o programa.Seu isolamento não teria sido acidental.

Roberto Góes[PDT] , um harmônico puro-sangue, teve todo tempo que desejava para desfilar suas mentiras e promessas como se fosse um super star.A produção só faltou colocar fogos e aplausos em play back. Enquanto isso, vez por outra emergia o tal do Genival para vociferar contra os Góes e Capiberibe, considerando-os indignos das funções públicas que sustentam.

Não sei  aonde andava Genival nesses últimos anos que o impediu de uma avaliação histórica mais justa dos Capiberibe. Fosse mais interessado teria pesquisado [ não sei se estudou ou estuda] as vidas de uns e outros. E nesse Estado poucos [como ele] ignoram a jornada heroica do senador e da esposa deputada, como estou cansado de lembrar, em favor das liberdades públicas, o suficiente para impedi-lo de falar as besteiras que fala.

 E para completar vivemos a plenitude democrática, que ajudou a construir,  e garante que qualquer cidadão, inclusive os limitados de tudo, sejam candidatos a cargos eletivos.

Resta Davi Alcolumbre que insiste em governar só para as baixadas esquecendo que a Constituição não nos diferencia perante a lei.Somos todos iguais. Essa classe – os das baixadas, não existe. Depois ainda não conseguiu separar as responsabilidades do Estado e do município como falei aqui.

 O resto que o candidato do DEM promete é delírio puro: passarelas de concreto, viadutos, desafogo da zona norte pela rodovia do pacoval etc. direcionado a ignorantes e dependentes sociais. Filho de família rica e empresarial tornou-se o alvo preferido do Genival que não o poupou o programa inteiro, lembrando sua origem.

Aliás quero dizer ao auto intitulado “líder” sindical” , cuja única experiência , seguramente, não vai além de conduzir um sindicato de motoristas [sem preconceito pelas razões já expostas]  que esta não é a questão.

 O que vale é o propósito, a conduta moral, a capacitação técnica, o compromisso com a sociedade e com o Estado. Nada impede que , no reverso da medalha, exista naquele moralista convicto um enorme pilantra.

O debate dos meus sonhos vem da sociedade. Nasce do sofrimento do povo, da ineficiência da gestão, do engodo, das medidas de afogadilho das vésperas dos pleitos, com a  intenção de enganar, ludibriar o eleitor e sua avidez por uma vida melhor. Essa agenda é a que cada candidato deveria responder, uma a uma, candidato por candidato e não essa carnificina – ainda que morna promovida ao vivo, em HD.

POUCAS & BOAS

Li o e-mail de Evandro Luiz, repórter da TV AMAPÁ a propósito do artigo que escrevi sobre a participação do PSOL na trama que pretende devolver à harmonia o comando do Amapá, graças a um conchavo de bastidores com o todo poderoso Sarney. Que o tempo, senhor da razão, vai dizer se tinha ou não tinha razão.

“Enchergo” com clareza e isenção os fatos que você, sim, embora jornalista, não consegue fazê-lo. Você, mais até que esse escriba incidental deveria enxergar melhor os ditos fatos. Mas o vicio de viver às expensas de maus políticos não deixa.

Minha relação com os Capiberibe , é política, sim, mas crítica. È com alguém que conseguiu nos livrar por três vezes dessa gente que não consegue prosperar que não “financiado” pelo Estado em detrimento dos pobres de verdade.

Minha paixão, caro repórter, é pelo Amapá que vi crescer com Janary Nunes, Ivanhoé, e duas vezes Capiberibe , até que essa turma chegasse para nos impor oito anos de atraso. A minha paixão nasce do meu compromisso com a terra onde viveram meus antepassados.

Os Capiberibe ainda estavam insulados em algum ponto das ilhas do Pará, e a minha família, abraçando as boas causas da política, já militava no PTB, de Getúlio Vargas, de Elfredo Távora, de Amaury Farias,  de Wilson Carvalho, dos irmãos Duca Serra e José Serra e Silva, que foi prefeito de Macapá de 1947 a 1950.

E tem mais gente chegando. Espero que Randolfe e seus aliados sejam capazes, no mínimo, de igualar a obra dos Capiberibe , que o senhor odeia como todo mundo sabe. Quanto a história, meu caro, essa você não poderá revogar nem que a vaca tussa.

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