IMPRESSÕES

Rupsilva

PODER EM JOGO, JOGO DO PODER

Focado em 2014 quando espera ganhar o governo do Estado com o apoio de uma claque nada desprezível que vai da direita a esquerda, o jovem senador Randolfe Rodrigues [PSOL]  segue firme na sua trajetória para implodir a esquerda. E sem remorso pelo jeito, por pura vaidade.

Eleito senador pelo Amapá  em 2010 com o apoio expressivo da direita,  Randolfe foi usado para desarticular  a esquerda progressista do Estado, concretizando um velho sonho de Sarney cansado de combater sem êxito essas forças.

O líder do PSOL, ao se deixar manipular, demonstra ser um político de laboratório. Uma cobaia de Sarney produzido, como disse, para dividir as esquerdas e trazer de volta ao poder a direita, o que alimenta sua pretensão e vaidade de nova liderança do Amapá.

A projeção meteórica e nacional de Randolfe é coisa de Sarney. Faz parte da engenharia política maquinada para aniquilar a oposição e abrir o caminho para o retorno da turma do maranhense, que tanto mal causou ao Amapá, da qual agora faz parte.

A cada eleição as coisas ficam mais claras. Basta analisar as últimas pesquisas de intenção de voto realizadas para esta eleição. Observe que a soma da intenção de votos de Cristina Almeida e Clécio Vieira deixa claro essa manobra que pretende enfraquecer a antiga “oposição”.

Randolfe deixou de ser um jovem político promissor, com data marcada para chegar ao poder, para submeter-se a liderança autoritária de Sarney. Ao mesmo tempo em que aceita sua orientação e comando, rejeita Capiberibe  que, no exercicío do Governo do Estado, impediu que o peemedebista influenciasse o poder.

O galardão de “maior combatente da corrupção no Brasil”  é mais uma obra do maranhense, é uma balela. Sua projeção nacional é uma farsa por ter a clara intenção de fortalecê-lo no seu embate pessoal com o socialista. O Brasil não conhece esse viés. Conhecemos nós, que sabemos da dimensão dessa batalha sem quartel.

Por isso pode enganar incautos brasileiros que não conhecem suas relações aqui . Ao mesmo tempo agradar ávidos companheiros que desejam, a qualquer custo,  chegar ao poder e dividi-lo com a harmonia, cuja experiência  recente por pouco não liquida as finanças do Estado.

Podem até enrolar os pobre de espírito, como diria minha mãe, mas nunca os capazes de uma análise isenta, feita com a responsabilidade de um formador de opinião que não se vende por trinta dinheiros.

 O episódio de Demostenes Torres foi um engodo, uma obra de vingança íntima de Sarney, segundo a crônica do parlamento. Nada mais que um trabalho sujo executado com requinte por um jovem parlamentar sequioso de projeção e de seu minuto de fama.

Para que não resida nenhuma dúvida sobre as intenções desse articulista, não se trata de advogar a favor do ex-senador goiano. É que há sujeira suficiente no Congresso  que merece igualmente sua ação de paladino da moralidade, casos de Renan Calheiros, Jader Barbalho, Raul Rauph, Romero Jucá, Collor de Mello que constituem o Politiburo  do Congresso Nacional.

Claro que Sarney tem muita força. E provavelmente a novíssima trajetória política de Randolfe Rodrigues por terras Tucujus, sem a sua influência, não alçaria voos tão altos na mídia brasileira.Tem a ver, naturalmente, com o poder obsceno de Sarney.

Como são cristalinas sua relações com a direita , como aceitar seu silêncio diante das atrocidades financeiras do governo passado?  Nenhuma palavra, nenhum protesto ou manifestação de desaprovação. A sociedade foi privada de mais de um bilhão e oitocentos milhões sob seu silêncio sepulcral.

A ALAP se apropria de recursos do orçamento acima de suas reais necessidades, para distribuir entre colegas e firmas de amigos, como constatou a MPE. Dinheiro que poderia construir escolas, hospitais, promover segurança pública, abrir e asfaltar estradas, fazer saneamento básico, habitação etc. , sem qualquer protesto de Randy, como lhe chamam os mais íntimos.

Alia-se politicamente ao que de mais atrasado tem a política do Estado: Sindicatos e sindicalistas pelegos, clã dos Borges em Macapá e Rosemiro Rocha em Santana e Moises Souza na ALAP,para citar apenas esses exemplos,e nada a comentar.

Enquanto isso professores, médicos, serventuários do TJAP seguem sua trajetória de ignorância congênita cujo amalgama  é o ódio, a mentira, o factóide dirigidos um governo que trabalha de sol a sol pela reconstrução do Amapá enquanto essas forças retrógadas conspiram nos subterrâneos do poder sob as ordens de Sarney.

Tudo isso tem muito a ver com o que pode ocorrer nesse pleito e depois dele. Pode ser que o candidato do PSOL vença, mas a mim parece, todavia, tratar-se simplesmente de “massa de manobra” ou “boi de piranha” como se fala no jargão político.

 POUCAS E BOAS

ORGANIZAÇÃO DO ESTADO. Sei que o Deputado Davi Alcolumbre não fala para esse escriba. Seu discurso se destina à massa desinformada da população, vítimas de sua obra. Como deputado federal é inconcebível que não saiba distinguir as tarefas da União, dos Estados e dos Municípios. ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO.Está na Carta Magna de 88 que copiou a de 46 a divisão de deveres da União, Estado e Município.O que cada ente da Federação cabe fazer.Coisas que qualquer deputado deveria saber.Por isso saneamento de baixadas é tarefa do Município e não do Estado. Tem tantas maneiras de agradar o ex-chefe. LIÇÕES DE MÃO SANTA. O  ex-senador da Republica pelo Piauí, costumava orientar os mais jovens com o bordão: “Aprenda essa.fulano!”. NÃO BASTA. Não resta dúvida que a campanha do TSE pelo voto limpo é exemplar.Mas temos que admitir duas questões: a ignorância de nossa população e a vagareza com que  trata casos de improbidade e mal feitos de políticos e prefeitos que tornam quase inócuo tal esforço. É DE ARREPIAR. Chega  impressionar  o número de políticos que respondem por delitos na Justiça Eleitoral, que têm processo na justiça há anos, e que são candidatos com chances de ganhar. Roberto Góes é o maior exemplo. EM TEMPO. Comprar e vender voto, é uma prática indecorosa que já se incorporou as campanhas eleitorais.Estranhamente a propaganda do TSE não enquadra o eleitor vendedor de voto como passivo de criminalização.Ou será que vender o voto não é proibido? O MILAGRE DOS MARQUETEIROS. Houvesse concurso para marqueteiro, os dos candidatos Roberto Góes e Clécio Vieira dariam um banho. O que eles vem conseguindo com seus clientes é de tirar o chapeu, é fruto de muita competência.

Por hoje é só.

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Uma resposta para “IMPRESSÕES

  1. Primeiramente quero dizer que tanto o Capi como o Randoplhe têm, os dois, dado visibilidade positiva ao Amapá. O pior cego é aquele só encherga o que lhe interessa. O olhar crítico, deve ser sempre perseguido por aquele que tem a missão ou se propõem a ser um formador de opinião. Paixões ficam por conta da militância partidária..

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