FUTEBOL AMAPAENSE (MEMÓRIA)

Carlos Alberto Nascimento dos Santos, o Palitinho (foto), nasceu no dia 17 de abril de 1944 em Belém do Pará, filho de um casal pioneiro do Amapá: José Domingos dos Santos Neto, o “seu” Santos, que administrou por muito tempo a Usina de Força e Luz, e dona Paulina Nascimento dos Santos, ambos já falecidos. O Palitinho deu os primeiros chutes no futebol da cruzada, no campinho interno da Casa dos Padres, aos oito anos de idade, em 1952.

Palitinho é de uma família que produziu para o futebol tucuju, José Domingos dos Santos Filho, o Palito, que considero um dos três maiores futebolistas que vi jogar no Amapá (os outros dois são Biló e Lelé); a família ainda revelou o meio-atacante Mário Palito, que brilhou no Macapá e São José. O Palitinho também jogou no time da FIJO, uma especie de expressinho do Juventus Esporte Clube, e brilhou nos certames internos promovidos anualmente pelos padres do PIME, no campinho da Matriz, vestindo a camiseta do Brasília. Foi juvenil do Amapá Clube, e com 16 anos de idade apenas, foi guinado ao time de cima, chegando a jogar com Boró, Mucuim, João Maria Nery, Bionor, Toninho e Lelé; em 1964 foi para o Esporte Clube Macapá, atuando ao lado de Perigoso, Bibito, Avertino Ramos, Wlademir e Quarentinha.

Contratado pela ICOMI, subiu a Serra para jogar no Ferroviário, sagrando-se tricampeão serrano de futebol; emprestado ao Independente, no mesmo ano, foi campeão amapaense da segunda divisão jogando contra o Fazendinha na final: o jogo foi realizado no Glicério Marques e o IEC venceu por 4×2. Palitinho ainda fez teste na Tuna Luso Brasileira em março de 1970, mas o que foi lhe oferecido como salário era muito aquém daquilo que ganhava na ICOMI, preferindo retornar à Serra do Navio.

Carlos Alberto, o Palitinho, 68 anos de idade, gosta de bater uma peladinha de vez enquanto com amigos da sua idade. Ele é casado com dona Leonice Vasconcelos dos Santos há 46 anos e o casal gerou os filhos: Carlas Anadrade Vasconcelos, Carlos Aandré Vasconcelos dos Santos e Cássia Adriana Vasconcelos dos Santos. Em 1963 Palitinho ainda fez um incursão pelo basquetebol, esporte que jogava com bom desempenho, participando do campeonato brasileiro juvenil defendendo, em Brasília, a Seleção Amapaense Juvenil de Basquetebol por obra de um “gato” não descoberto, ainda bem.

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2 Respostas para “FUTEBOL AMAPAENSE (MEMÓRIA)

  1. Bom dia João! Sou Carla Ândria filha do Carlos (palitinho) quero agradecer a homenagem feita ao meu pai, até porque tenho um filho que é jogador e isso foi um incentivo maior ainda p/ ele. Não o conheço, mas meu pai fala muito bem de vc e quero parabeniza-lo, não pq falou do meu pai, mas venho o acompanhando e tenho visto como vc faz um ótimo trabalho, quero deixar aqui o meu carinho e de meus irmãos e dizer que é muito bom conhecer-mos amigos do nosso pai que fazem a diferença. Parabéns!! Sucesso!!!

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