MENSALÃO: RELATOR CONDENA MAIS DEZ DA BASE ALIADA DO GOVERNO

O ministro-relator do mensalão, Joaquim Barbosa, votou nesta quinta-feira (20), no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, pela condenação de 12 réus em razão dos repasses ilegais feito pelas empresas do publicitário Marcos Valério, a mando do PT (Partido dos Trabalhadores) aos partidos da base aliada no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Entre os réus, há sete que eram deputados na época e foram acusados de vender seu voto para apoiar o governo Lula. A maioria deles foi condenada por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Do  PP (Partido Progressista), foram condenados Pedro Corrêa, Pedro Henry –ambos ex-deputados federais– e João Cláudio Genú, assessor do partido na Câmara dos Deputados. Os três foram condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Clique na imagem e veja como cada ministro já votou no mensalão

  • Arte UOL

Já entre os réus do PL (Partido Liberal, atual PR), Barbosa condenou Valdemar Costa Neto, Carlos Alberto Rodrigues (Bispo Rodrigues) –ambos ex-deputados federais– e Jacinto Lamas, ex-tesoureiro da sigla. Costa Neto e Lamas foram condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Já Rodrigues foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), Barbosa condenou Roberto Jefferson, Romeu Queiroz –ambos ex-deputados federais– e Emerson Palmieri, ex-tesoureiro da legenda. Jefferson e Queiroz foram condenados por corrupção passiva ee lavagem de dinheiro.

O réu José Borba, ex-deputado federal do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O magistrado também condenou Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg, ambos ex-sócios da corretora Bônus-Banval, acusada de participar das operações para repassar os recursos do valerioduto para parlamentares. Ambos foram condenados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

“A corrupção passiva se traduz no fato de um parlamentar receber estas quantias estonteantes de dinheiro com objetivo, que me parece claro que contido estão expostos nos autos, e a lavagem de dinheiro decorre de toda esta ‘mise-en-scéne’, esta engenharia posta em prática pelo [Banco] Rural e pelo pivô de todos estas [ações] que era o senhor Marcos Valério”, afirmou Barbosa

“A lavagem de dinheiro funcionou como grande catalisador dos crimes de corrupção passiva”, afirmou Barbosa. “[Assim,] os réus ficaram livre, livres para utilizarem como bem entendessem [os recursos recebidos] ao seu proveito ou a de seu partido”, completou.

Em seu voto, Barbosa rechaçou as teses de várias defesas de que o dinheiro repassado aos partidos tinha como objetivo pagar despesas e dívidas de campanha não declaradas à Justiça Eleitoral –prática conhecida como caixa dois. “Teria que ser muito ingênuo para aceitar essa alegação.”

“O que houve foi a compra de parlamentares para consolidar a base de apoio do governo”, disse Barbosa. “A lealdade, de fato, é uma arma dos parlamentares.”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s