BRASIL SUPERA RETRANCA ARGENTINA, MAS MANO CONTINUA PRESSIONADO

Brasil x Argentina pelo Superclássico das Américas 2012, em Goiânia

“Lá vai ser muito diferente daqui. Eles vieram retrancados, mais atrás. Lá, creio que deverão jogar mais para frente, atacar. A seleção terá de manter a calma e explorar os contra-ataques”, disse Neymar

Mano Menezes voltou a ouvir o coro mais temido por um técnico de futebol – o de “burro” – na vitória desta quarta-feira (19/09) contra a Argentina, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

O treinador garantiu, contudo, que não se importou com as vaias nem com os pedidos da torcida pelo retorno de Luiz Felipe Scolari ao comando da equipe. “O meu trabalho, a minha função, é fazer a seleção render, como de fato rendeu depois da mudança que fiz”, explicou ele, fazendo referência à entrada de Wellington Nem no lugar de Lucas, destaque do time no duelo com os argentinos. Em outro comentário sobre a pressão da torcida, fez referência a outra troca que desagradou ao público, a saída de Luís Fabiano para a entrada de seu antigo centroavante titular, Leandro Damião: “Eu não vou deixar de tirar o jogador que não está rendendo só porque o torcedor gosta mais dele”, avisou. Mas Mano evitou reclamar do público em Goiânia. “Não tenho do que reclamar da torcida. Ela nos apoiou durante o jogo inteiro.”

Sem simulações – Diante da forte marcação dos adversários, a seleção voltou a apostar em Neymar. Nesta quarta-feira, porém, ele acabou sendo ofuscado pelo bom desempenho de Lucas. Ainda assim, o craque decidiu o jogo em seu único lance importante na partida, cobrando com perfeição o pênalti que deu a vitória ao Brasil. Neymar disse que precisou se adaptar às circunstâncias da partida contra os argentinos. “Tive de mudar minha forma de jogar, precisei armar mais, vir de trás”, afirmou o camisa 11, que se disse ansioso pelo duelo de volta, dia 3 de outubro, na cidade argentina de Resistencia.

“Lá vai ser muito diferente daqui. Eles vieram retrancados, mais atrás. Lá, creio que deverão jogar mais para frente, atacar. A seleção terá de manter a calma e explorar os contra-ataques”, completou. Neymar, que desta vez evitou simular faltas e cavar infrações, disse que o jogo foi disputado só na bola e deu parabéns aos argentinos pela disciplina na partida: “Não houve deslealdade nenhuma”.

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