IMPRESSÕES

Rupsilva

GUERRA É GUERRA!

À medida que a campanha eleitoral ganha contornos, se aproxima do final, e a percepção da derrota fica clara para alguns candidatos, a disputa vira questão de vida e morte. Quando chega nesse ponto tudo o mais fenece, inclusive a compostura dos concorrentes. Guerra instalada, propostas, ideias, planos de governo, respeito ao adversário e a  verdade se transformam em detalhes e vãs promessas.

Como se sabe, no Brasil, há muito a política virou meio de vida, a única forma de pessoas despreparadas ascender socialmente à custa do  Estado, transformado em grande provedor da riqueza e do patrimônio de agentes políticos  que para tal formam verdadeiras quadrilhas que assaltam [impunemente] os cofres públicos, pouco se importando com os cidadãos, para quem inexiste, no fundo, essa complexa organização chamada Estado.

Afinal a garantia do acesso sem restrição ao poder é um princípio básico dos regimes democráticos. Perante as leis desses países  todos os cidadãos têm direito de ser Rei ou amigo do Rei, independente de sua formação e habilitação para tal.

Dessa forma a disputa que deveria ser um ato cívico de manifestação democrática, onde ao respeito à liberdade de escolha, como manifesta a lei, se transforma numa carnificina transmitida ao vivo pelos meios de comunicação, obra dos chamados marqueteiros que não alimentam qualquer respeito pelo eleitor.

Pelo que se viu até o momento, de pouco tem adiantado as recomendações do TSE, que num esforço incomum adverte eleitores sobre as armadilhas eleitorais em que tudo vale inclusive trocar voto por dentadura…De má qualidade, digo eu. E tudo resvala pelas falsas promessas, pela mentira deslavada, pelas acusações infundadas, pelos factoides, enchendo o saco do cidadão eleitor ávido por ideias e propostas que possam amenizar sua dor.

As frases de efeito, as mentiras e outros franksteins passam com facilidade pelo grosso crivo das paixões. O senador Randolfe, do PSOL, é um bom exemplo. Embora não seja, mas  repentinamente vira o “maior senador da república”, e seu candidato a Prefeitura o “novo” , mesmo estando aliado  ao velho coronel, membro de uma seita em franco processo de extinção no Brasil,  abatida pelo tempo. O velho e o novo juntos numa enorme contradição.

O essencial, o que interessa a sociedade não se discute. Como as mentiras do atual Prefeito, suas promessas vazias e irrealizadas; as possibilidades reais de cada candidato cumprir seu programa de governo; da dinheirama que continua sangrar os cofres do município na campanha; a compra de votos; a verborragia perniciosa e mentirosa dos meios de comunicação para manter um sistema anencéfalo, enfim, a  aliança do PSOL com essa  burguesia cooptada por um Estado perdulário, descompromissado e corrupto que resiste em sair de cena. E por aí afora.

Eleição vai, eleição vem, continuamos vitimas dessa gente que a Justiça Eleitoral parece ter esquecido de vez e deixado o barco correr frouxo. O cenário de corrupção do eleitor continua intacto, sem nenhum embargo, sem qualquer arranhão. Para dizer que existe proíbe que o governo diga o que faz do dinheiro público – como, aliás, manda a lei que seja feito em nome da transparência, assim como não questiona a derrama de recursos públicos de uma prefeitura falida;  permite o blá-blá-blá irresponsável e pernicioso de órgãos de informação e a invasão de privacidade de candidatos como no caso de Clécio Vieira [PSOL] flagrado em desrespeito a Lei Maria da Penha por ter surrado a companheira, segundo o relato da suposta vítima…Resta-nos rezar para Deus nos proteger e o CNJ não esquecer que existimos.

A FORÇA DA HARMONIA

Livre, leve e solto transita um legitimo representante da harmonia, o prefeito Roberto Góes. Um promesseiro incorrigível que jura ter feito o que não fez e repete que vai fazê-lo; que preso pelas autoridades por má gestão e apropriação dos recursos públicos consegue convencer – máximo seus fiéis companheiros da harmonia, que tudo não passa de invenção de seus inimigos para o que contribui a crônica lentidão da justiça que não o coloca no seu devido lugar, como é de sua responsabilidade.

Por esta razão segue sua trajetória de impropriedades eleitorais impunemente. Suas práticas são velhas e conhecidas e se destinam a população carente, moradores das baixadas e arrabaldes e de baixo ou nenhum poder aquisitivo [os baixa-renda] , suas vítimas preferenciais.

Claro que fatos dessa natureza nos faz desejar a presença do CNJ para colocar equilíbrio na disputa e eliminar de vez o ranço dessa gente contra um governo que trabalha em favor da sociedade.

Eleito há três anos e meio, Roberto só agora procura fazer, precariamente em seis meses,  obras eleitoreiras e de fachada, para enganar pessoas humildes e desprovidas de senso crítico.

Seus aliados são as viúvas da harmonia. Seus métodos os de sempre, das falsas promessas, o desrespeito a lei, o que parece não interessar ao TRE. Tenho a impressão que depois da tentativa frustrada de punir o pedetista pelas fraudes praticadas nas eleições de 2008, tenham desistido de fiscalizá-lo ou de desengavetar os processos em “repouso” no TSE. O tamanho de sua campanha não escapa a ninguém e seguramente o cidadão, mais uma vez, pagará essa orgia feita com recursos públicos, como Camilo se viu obrigado a fazê-lo para salvar o Estado. Enquanto isso segue liderando as disputas se verdadeiras forem as pesquisas.

A INOCÊNCIA DE CRISTINA

Cristina Almeida, a candidata do PSB, acredita, na sua boa fé, que  o apoio da Presidente Dilma Housseff e do governador Camilo Capiberibe são um grande trunfo para se eleger, quando deveria saber que sua sorte está, também, nas mãos de uma justiça equânime e operosa e de eleitores da classe média, cuja avaliação política é distorcida por conveniências políticas e interesses pessoais. Caso de médicos e professores.

São muitos os preconceitos contra a candidata do PSB/PT. De raça e social, principalmente. Por ser pessoa humilde não circula nem faz o tipo intelectual dos frequentadores dos bares da moda, preferindo o convívio de amigos e populares de onde emana sua força política e com quem conversa coisas palpáveis.

A classe média tem mais razão para abominar a filha de Lourenço Tavares. Nascida em berço afro-amapaense é uma defensora intransigente dos direitos de seu povo, por quem luta denodadamente. Sua imagem tem profundas raízes socialistas. E mais, combate duramente a corrupção no serviço público, uma marca do seu partido e de suas lideranças maiores, que essa classe média tem ojeriza por desejar o poder para fins patrimonialistas.

Graças ao apoio do governador Camilo Capiberibe e dos líderes João Alberto e Janete, mais a força e garra da militância do PSB que sempre comparece quando chamado, vem crescendo nas pesquisas e salvo acidente deverá frequentar o segundo turno.

DAVI TROCA AS BOLAS

Davi Alcolumbre [DEM], por exemplo, na falta do que oferecer ao eleitor conta com o apoio de Lucas Barreto, estrela em declínio e mesmo assim um bom apoio. Erra, todavia, quando vira suas baterias para o governo do Estado e não para o Prefeito Roberto Góes [PDT] a quem cabe responder suas aflições e da sociedade que representa. Talvez lhe poupe por ter sido seu Secretário de Obras sem uma obra sequer para ilustrar sua campanha.

O PSOL E O NOVO VELHO

Sem dúvida Clécio Vieira depende muito do seu marqueteiro que faz piruetas no vídeo para chamar atenção sobre ele, o candidato. Recriou e requentou sob o nome de Comitê Popular os velhos núcleos de base do PT, em completo desuso. O povo reza para que seja assim, embora saibamos que não será mesmo.

Aliás não custa lembrar que ainda recentemente, para formatar seu PLANO PLURIANUAL, o governo socialista do PSB E PT ouviu a sociedade em longas consultas populares, aqui e em todos os municípios. Nada novo, portanto.

CUSPINDO NO PRATO…

Há  candidatos que fazem o tipo “cuspiu no prato que comeu”. Evandro Milhomem do PC do B e Davi Alcolumbre [DEM] são dois exemplos acabados, se queixam os pedetistas, antevendo problemas a superar no segundo turno. Expoentes da base de Roberto Góes que para subir nas pesquisas baixam o malho no ex-chefe como se nada tivessem a ver com o governo que ajudaram eleger e sustentar.

De volta, alega que Davi fora um auxiliar inoperante e que por isso exonerou-o. Já o PC do B teria contribuído muito pouco, estando marcado para deixar a PMM depois do pleito.

Queixas à parte, é impossível se disputar um mesmo cargo mandando flores ou fazendo juras de amor ao adversário. Ambos, para compensar, vivem estocando o Governo do Estado, como se esse fosse responsável pela gestão calamitosa da PMM capitaneada por Roberto Góes.

POUCAS & BOAS

CADÁVER INSEPULTO. Toda eleição é parte do repertorio da Direita resuscitar um cadáver denominado “rasgou o estatuto do  magistério” que acabou virando uma instituição amapaense. O senador Capiberibe que desde que deixou o governo no final dos anos 90 vinha carregando esse caixão sozinho e injustamente, ganhou companhia. Mesmo deixando a categoria com o maior salário de professor do Brasil, a que o governo seguinte tratou de achatar,  esse episódio já é um clássico da lógica anti-Capiberibe. A ele agora se juntaram o Senador Randolfe Rodrigues, deputado Estadual à época e Clécio Vieira, Secretario de Educação indicado pelo PT. Agora, como são quatro as alças, falta alguém para segurar na quarta, segundo a versão do Prefeito Roberto Góes.

E QUEM RASGOU A ÉTICA

Usado para influenciar professores que desconhecem a lei que regula a sua atividade, o Estatuto do Magistério havia sido revogada por uma lei maior [FUNDEB], oriunda do Ministério da Educação, que por sua vez impunha situações que prejudicavam os interesses dos professores. Mesmo assim, sobrou por Capi, que levou a pecha, mas deu um salário, como disse, digno da profissão de um mestre. O problema é que tem professor que se deixa conduzir pela orientação de gente que só sabe escrever o zero sentando na areia, pelado. Caso de Gilvam e asseclas.

O PACOTE DO PSOL

Quando o Governo anunciou a parceria com a telefônica OI para a instalação da banda larga no Amapá, que receberia para isso incentivos fiscais como fazem todos os Estados da União com isso captar investimentos e gerar emprego, vindo por Caiena, Departamento Frances, o PSOL e seus aliados pegaram “santo”. Randolfe Rodrigues teve chilique e choveram criticas azedas da mídia alinhada à “nova esquerda” tomada por um  surto de repentina moralidade administrativa esquecida desde 2010 para cá. Na verdade jogaram para a plateia. Para provar que não dá para levar a sério essa turma o dito senador Randolfe, na carona do seu colega João Alberto [PSB], deseja a redução do preço das passagens aéreas daqui pra fora e de lá pra cá. Mas há um problema conceitual a ser resolvido: a isenção fiscal pedido pela TAM – outra multinacional como a OI , de 30% . São ou não são da mesma natureza? Sarney e Randolfe toparam de pronto. Já o senador socialista Capiberibe se recusou a intermediar junto ao governo até que a TAM e GOL estabeleçam, de modo claro e transparente, o valor das passagens em todos os trechos operados. Por essas e outras, essa gente não gosta do ex-governador. Corretíssimo o senador socialista. É isso mesmo!

EXPLICAÇÃO DEVIDA

Os serventuários da justiça do Amapá estão prontos a desencadear uma onda de protesto contra o governo por aumento salarial as vésperas das eleições. Faz parte do conchavo instalado para perturbar o trabalho do governo concentrado em normalizar a vida administrativa do Estado, trabalhando com tenacidade para colocar em prática seu plano de metas. A pergunta que não pode calar quer saber por que o governo tem que responder por uma atribuição constitucional do TJAP que recebe recursos do orçamento para, entre outras coisas, pagar seus funcionários? Esses sindicatos, manipulados por políticos e autoridades mal intencionadas e raivosas são uma vergonha!

PARA SEMPRE SARNEY BOY

Não sei por que ainda tem gente que resiste a ideia da capitulação vil e interesseira do Senador Randolfe pelo ultrapassado Sarney. Em Santana seu partido [PSOL] apoia [não pacificamente, é verdade] Robson Freires, filho de Rosemiro Rocha, compadre de Sarney, à Prefeitura de Santana abandonando a sua fanzoca Marcivania PT/PSB que apesar de tudo não caiu na real. Dia desses recusou a participação do governador Camilo em caminhada no Porto. Arrogância, ingenuidade ou burrice mesmo?

Por enquanto é o que há.

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