INVESTIMENTOS EM PESQUISA SÃO INSUFICIENTES NA AMAZÔNIA

O senador João Capiberibe (PSB/AP) deixou claro seu empenho por resultados práticos pelo desenvolvimento da ciência, da pesquisa e da pós-graduação na Amazônia, durante a realização do Fórum de Reitores das Universidades da Região, ocorrido nesta terça-feira, 28, em Brasília/DF.

O senador do Amapá presidiu a mesa, que foi composta pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o representante do Ministério da Educação, Amaro Lins, a deputada Marinha Raupp (PMDB/RO), o vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Dr. Ennio Candotti, e o coordenador da Regional Norte do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação das Instituições de Ensino Superior (Forprop), Emmanuel Zagury Tourinho.

João Capiberibe reclamou da desigualdade no acesso ao conhecimento e disse que são insuficientes os investimentos em pesquisa para o desenvolvimento da Região. “Dos 81.725 pesquisadores doutores do Brasil, existem apenas 3.877 na Amazônia. Em 2010, a União investiu R$ 959 milhões em bolsas de estudos no País e no exterior, e, deste total, apenas R$ 36 milhões, ou 3,7%, na Região Norte. É como se não existíssemos!” – protestou.

Para o senador, “as universidades têm papel decisivo nas sociedades e podem ter papel decisivo também na construção de um projeto amazônico encaixado na realidade do País”.

O ministro Raupp garantiu que contribuirá para a agilidade das decisões de ordem política. “A maioria das necessidades apontadas no Fórum de Reitores passa por iniciativas de Governo, decisões de ordem política, e eu sou favorável à união de esforços para que isto aconteça”.

Os reitores apresentaram seus anseios, dentre os quais se destacam: a necessidade da pesquisa passar a ser considerada investimento; ampliação das bolsas de pesquisa (tanto em número quanto em valores); a instituição de bolsas de fixação, para manter os pesquisadores; a elaboração de uma política da ‘Amazônia para a própria Amazônia’, com uma maior integração entre os atores locais.

O reitor da Universidade Estadual de Roraima, José Hamilton Gondim, enfatizou que o Senado deve mesmo trazer uma ampla discussão sobre este assunto, e asseverou que os três senadores de Roraima equivalem aos mesmos três senadores de um Estado como São Paulo, e, portanto, não deve haver distinções.

Já o vice-presidente da SBPC, Dr. Ennio Candotti, frisou que “para promover o desenvolvimento científico na Amazônia, primeiro é necessário decidir se estamos em um jogo ou em uma guerra. No jogo, há regras a serem seguidas. Numa guerra, é necessário vencer, independentemente dos meios. Assim, precisamos concentrar esforços, porque não se faz ciência com membros individuais, mas com grupos fortalecidos, com a criação de institutos”.

Emmanuel Zagury Tourinho agradeceu o empenho de João Capiberibe e disse que contará com o apoio dele e da deputada Marinha para reunir a bancada e colocar as propostas do Fórum no orçamento anual do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Capiberibe instituiu o Fórum permanente, com a próxima reunião já marcada para novembro, na Unifap, durante a realização da AmazonTech, em Macapá (AP). Um relato do evento de hoje será encaminhado para os governadores e para a bancada de parlamentares da região Amazônica, para sensibilizá-los quanto à importância do assunto.

 

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