MENSALÃO: PELUSO VOTA PELA CONDENÇÃO DE JOÃO PAULO CUNHA

O ministro Cezar Peluso votou pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato (uso de cargo público para o desvio de recursos), em sessão do julgamento do mensalão nesta quarta-feira (29). Peluso (foto), no entanto, absolveu o deputado em uma segunda acusação de peculato e em outra de lavagem de dinheiro.

O ministro votou também pela condenação do publicitário Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz pelos crimes de corrupção ativa e peculato tanto em razão dos contratos das empresas de publicidade com a Câmara dos Deputados, na gestão de Cunha, quanto nos empréstimos de quase R$ 74 milhões realizados junto ao fundo Visanet, via Banco do Brasil.

O ministro Cezar Peluso lê seu voto durante o julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29). Peluso votou pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato (uso de cargo público para o desvio de recursos).

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato também foi condenado pelo ministro por corrupção passiva e peculato. Peluso seguiu todos os outros ministros do STF e absolveu Luiz Gushiken, ex-secretário de Comunicação do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro também apresentou a dosimetria das penas para cada réu que condenou. As penas determinadas pelo ministro foram: para João Paulo Cunha, seis anos e 100 dias de prisão e perda do cargo eletivo; para Marcos Valério, 16 anos de prisão em regime fechado e multa de três salários mínimos; para Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado e três salários mínimos de multa; para Henrique Pizzolato, oito anos de prisão em regime fechado e um salário.

Assim que terminou de proferir seu voto, Cezar Peluso foi alvo de calorosa homenagem de despedida prestada pelos ministros do STF, já que na segunda-feira ele completa 70 anos de idade e será atigido pela aposentadoria compulsória, como determina a Constituição Federal.

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