EXPLORAÇÃO DE BRITA AMEAÇA SITIO ARQUEOLÓGICO DO CUNANI

Garrafinha, solitário guarda parque que quer salvar as riquezas ecológica e ambiental do Cunani sob ameaça dos exploadores de brita

Riqueza arqueológica e ambiental no município de Calçoene ameaçada pela exploração de brita. As cavernas onde foram encontradas urnas funerárias indígenas no distrito de Cunani estão sendo constantemente visitadas por aeronaves tipo helicóptero, onde existem montanhas rochosas de tamanho colossal.  A denuncia é do guarda-parque do sitio arqueológico, Sr. Lailson Camelo da Silva, conhecido popularmente como “Garrafinha”. Segundo ele a movimentação de aeronaves nas regiões das montanhas e cavernas tem se intensificado nos últimos anos, e  pessoas de outras partes do pais estariam se intitulado donas do local. Estou aqui como guarda parque a mais de quinze anos, morando aqui dentro e essa movimentação de helicópteros que não são do governo e sim de particulares tem me preocupado bastante, pois o local possui gigantescas áreas de rocha e há muita exploração de brita na vizinhança, em outras partes do município de Calçoene. O que me causa espanto é que essas aeronaves pousam justamente em cima da montanha e nunca nos procuram para dar qualquer satisfação, já que são de particulares; estou muito preocupado com isso e gostaria que as autoridades do Estado e do Governo Federal prestassem atenção para o que está acontecendo por aqui”, denunciou o guarda parque. Há infomação, ainda segundo Lailson, de que um parlamentar estaria interessado em explorar brita no local. O Sitio Arqueológico do Cunani fica cerca de 30 quilômetros do município de Calçoene em ramal bem conservado e de dimensões enormes onde existe apenas um único servidor publico para fazer a vigilância, portanto sem condição para realizar seu trabalho.  Seu “Garrafinha” comenta que o numero de estrangeiros que vem de diversas partes do mundo para conhecer o sitio arqueológico e universitários de outras pates do País, é enorme.

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2 Respostas para “EXPLORAÇÃO DE BRITA AMEAÇA SITIO ARQUEOLÓGICO DO CUNANI

  1. Caro sr. João Silva,
    meu nome é João Saldanha, sou arqueólogo do IEPA e admirador de seu trabalho. Escrevo este comentário porque a notícia postada é inverídica. Sou um dos responsáveis pela manutenção do sítio arqueológico do solstício e esta caverna, que fica em terreno ao lado, não corre nenhum risco. Todo e qualquer processo de exploração, seja areia, brita, etc. tem que necessariamente passar por licenças do IBAMA, DNPM e IMAP. Sem tais licenças é impossível alguém explorar nada sem que seja preso por dano ambiental.E tais licenças só são concedidas após um Diagnóstico arqueológico elaborado por um arqueólogo, que passa por avaliação do IPHAN para ser aprovado. Só então estes órgãos emitem a licença. No caso do sítio das cavernas, não há nenhum processo deste tipo. Além do mais, pesquisamos a área intensamente, com visitas contínuas à área e não vemos nenhuma movimentação. Além do mais, este sítio fica na área de entorno do Parque Nacional do Cabo Orange e é protegida pelo ICMBIO. Logo, não há a mínima possibilidade de dano à este sítio por empreendimentos.
    Coloco-me à disposição para outros esclarecimentos no e-mail jodanha@hotmail.com.
    Atenciosamente,
    João Saldanha

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