A CUMPLICIDADE E O CUSTO DA SINECURA

Bem no jeitinho dos seus últimos dois mandatos na Câmara, Jader não fez um único pronunciamento em plenário nem apresentou qualquer projeto de lei desde que voltou ao Senado, em 28 de dezembro – dez anos após ter renunciado para escapar de processo de cassação.

Compareceu a pouco mais da metade das sessões destinadas a votação, não registrou presença nas comissões nem relatou qualquer proposição. Tamanha discrição, porém, não sai de graça.

Apenas nos sete primeiros meses do ano, o peemedebista gastou R$ 107,8 mil com a divulgação de sua atuação parlamentar. Entre janeiro e julho, Jader destinou R$ 15,4 mil para a empresa que cuida de sua comunicação na internet, sediada em São Bernardo do Campo (SP). Uma conta que foi paga pelo Senado, que o ressarciu integralmente, a exemplo do que é feito com todas as despesas dos senadores atribuídas ao exercício do mandato.

Como o Jáder não fez bulufas desde que retornou ao Senado, a não ser correr de um esculhaço do conterrâneo Mário Couto ( PSDB/PA), todo brasileiro de bom senso gostaria que o presidente José Sarney (PMDB/AP) e os colegas da administração da Casa, informassem à opinião pública como é que um senador consegue justificar o pagamento da ressaca e da preguiça com dinheiro público.

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