ALAP: O POVO PRECISA MELHORAR A PONTARIA

Do Editor

Pra chegarmos nesse feriado absurdo de 25 de julho, pra compreendermos aonde a ALAP chegou, precisamos fazer uma viagem no tempo, 24 anos atrás, quando foi promulgada a Constituição Cidadã, culminando com a transformação do Território Federal do Amapá em Estado e a instalação dos poderes dois anos depois com a posse do primeiro governador e dos deputados estaduais da nova unidade da federação brasileira.

Logo fomos infelizes com a eleição de José Júlio Miranda para a Presidência da Casa por razões que todos conhecem; sai Julio Miranda, assume Fran Junior, cuja administração também foi um caós do início ao fim, prevalecendo um esquema perverso de posse dos recursos públicos, algo que rende até hoje.

Na terceira legislatura assume a presidência da ALAP Lucas Barreto, que fazia parte do grupo de Fran Junior e Júlio Miranda, e tenta colocar ordem na casa, regulariza o pagamento dos servidores, mas não tem força para acabar com os privilégios.

Elege-se então Jorge Amanajás (PSDB), do mesmo grupo; por dois mandatos promove a gastança, usa o repasse milionário para mudar o resultado da eleição de 2008, pavimenta sua caminhada rumo ao Palácio do Setentrião, que não dá certo por que a PF já vinha investigando a administração do tucano, que acabou atingida pela Operação Mãos Limpas em setembro de 2010.

Amanajás se licencia, concorre ao governo e perde. Reeleito deputado estadual pelo PSC em 2010, no princípio de 2011  Moisés Souza chega à presidência da Casa numa disputa traumática, tanto que seu desfecho foi decidido na Justiça do Amapá, que validou seu resultado contra todos os vicios e irregularidades que permearam o processo.

Com sede ao pote, Souza reune os companheiros de aventura e, sem perda de tempo, afronta a sociedade estipulando verba indenizatória de cincoenta e depois de cem mil reais, a maior do Brasil; investe contra o governo, alimenta a greve dos professores e tenta desmoralizar o trabalho do MPE.

Acontece então a Operação Eclesia,  o afastamento do presidente Moisés e do 1º Secretário da Mesa, Edinho Duarte sob acusação de formação de quarilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva!

Aí, para fechar a tampa, vem a dona Marilia Goés com projeto de lei criando o feriado estadual do dia de São Tiago! O governo veta, mas os seus pares derrubam o veto e impõe mais um dia de preguiça na oca dos tucuju.

Foi coisa feita só pra criar dificuldades ao governo, só para gerar prejuízo ao comércio, só pra faturar prestígio junto aos mazaganenses desatentos, dá de pensar, sem qualquer desrespeito à comunidade mazaganense. Essa gente parece que não tem assessoria, não elabora, não avalia os fatos.

E pensar que todo santo mês, chova ou faça sol, tem que se mandar 14 milhões de reais do povo pra essa gente que, a parte as exceções, promove conluios vantajosos, produz papelada inútil, leis inconstitucionais, contratação de servidores fantasmas e pagamento de cifras milionárias a empresas de fachada por serviços não prestados, como comprovam as investigações do Ministério Público Estadual e da Policia Civil do Amapá.

Sobre feriado de dona Marília, ela e seus pares deveriam saber que o Estado já tem seu Padroeiro, que é o Padroeiro  de Macapá desde o Brasil Colônia, quando o lugar em que vivemos foi elevado à condição de Vila, em 1758. Essa turminha da ALAP precisa dá um tempo. Tomara que o Supremo derrube esse presente de grego ofertado por quem não tem o que fazer ou não sabe fazer o que precisa ser feito.

Aliás, em termos de quadros, o que já vinha ruim, piorou com a eleição de 2010, que nos negou uma renovação de qualidade na Assembleia Legislativa do Amapá e ainda propiciou o retorno de figuras que nada contribuem para fazer do parlamento estadual uma casa que inspire confiança na sociedade. Foi uma renovação sem largura e profundidade desejáveis.

Mas é bom não omitir que os deputados que nos infelicitam, bem ou mal, foram eleitos pelo povo, e é o povo que tem o dever cívico e moral de desalojá-los de lá no exercicío da cidadania, por que a ALAP não tem mais pra onde ir, faz algum tempo que tristemente chegou ao fundo do poço. E parece que vai ficar aí até 2014.

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