IMPRESSÕES

A LEI ESTÁ DE VOLTA

Rupsilva

A atitude firme e legalista do TJAP e MPE nos enche de esperança  quanto às chances de alcançarmos o ambiente necessário para que o Estado volte a caminhar  na direção do desenvolvimento. O clima de normalidade é indispensável para que o atual governo [e os dotados de boas intenções] faça valer o trabalho de reconstrução do Estado atingido pelos desmandos que todos lembram.

Por que, convenhamos, é inadmissível, é condenável que instituições sérias, pilares da República, se afastem de suas funções legalistas e constitucionais para contribuir com esse clima de baderna criado por políticos e seus dependentes, a maioria gente desagregadora e despreparada para conviver na democracia, seja por má fé ou por absoluta ignorância ou as duas coisas juntas.

O mesmo se pode reclamar de parte da mídia, considerada o quarto poder numa sociedade democrática, e que deveria exercer seu papel com mais responsabilidade. Aqui vive homiziada com maus gestores e maus políticos,  divulgando mentiras e distorcendo os fatos, não contribuindo para informar o cidadão nem tão pouco para que desenvolva e aprimore sua capacidade de discernimento e crítica diante dos fatos.

Por sinal um tema considerado maldito, que político algum quer ouvir falar. Para eles o indivíduo tem que padecer e morrer nas trevas da ignorância pois se alimentam disso, feitos vampiros interessados em perpetuar seu poder.

Mas esses não são nossos únicos problemas. Há mais gente, mais grupos sociais contribuindo para esse quadro de indigência ético-moral. Para tanto é impossível não citar empresários cegos e escravos do seu poder econômico. Que só pensam ganhar mais e mais, não se importando que tenha que burlar a lei, apossar-se das riquezas do Estado em detrimento do resto da sociedade.

O pesadelo que experimentamos não seria do tamanho que é se contássemos com uma classe política mais qualificada. Jornalistas e empresários mais responsáveis. Gente cuja identidade e endereço conhecemos.

Sem elitismo, a mais rasa análise nos garante que há analfabetos políticos e sociais, para ficar só nisso,  em nossas casas legislativas. Onde não se salvam sequer os letrados, estes contaminados pela ambição, pela fome de poder. É verdade que se trata de uma questão nacional, própria de uma sociedade ainda em fase de formação de sua identidade sócio-cultural, de algo que a distinga da mistureba geral a que está submetida.

Em qualquer sociedade moderna, o respeito a autoridade é inviolável. Esta é uma questão que nos afeta gravemente. Aqui, sindicalistas como os da educação e saúde, mal formados, sem cultura suficiente para discernir entre o certo e o errado, usam como substrato a chantagem, a agressão verbal e física quando se trata da defesa das suas vontades, dos seus interesses.

Agridem indistintamente e impunemente autoridades executivas, magistrados e a lei, dando um péssimo exemplo a seus alunos que queira Deus não os copiem no futuro. Andam soltos quando deveriam estar presos, não sabemos bem por quê.

Os “aloprados” de Lula estão em todos os lugares. Não é só no PSB, como reclama o jornalista Correa Neto, a quem cito por combater intransigentemente essa fauna intolerante. Ativistas dessa categoria são um entrave à democracia e prejudiciais ao Estado.

Hoje, por exemplo, são os “aloprados” do PSOL e do PSTU quem poluem nosso cenário político com sua postura obtusa e tradução equivocada dos direitos e deveres de um cidadão. Como provou-se depois, seu movimento tinha o objetivo de implantar a baderna que justificasse o impeachment do atual governador, com o beneplácito silencioso de jornalistas venais e comprometidos politicamente com esses partidos.

No auge da “crise” tentaram derrubar um governo legitimamente eleito pela sociedade, estimulados por políticos atrasados, como os Borges, Moises, Barreto, Edinho, Randolfe e sua patota que, para fazer média eleitoral com médicos e professores, teriam planejado esse atentado a ordem constitucionalmente estabelecida. Resultante da Intolerância e ilegalidade que teriam seu nascedouro em algum gabinete de Brasília.

Devemos , na verdade, é louvar o esforço que o governo vem fazendo para sanear e equilibrar o Tesouro, arrasado pelo governo passado e recentemente pela subtração de valores absurdos durante a votação da LDO por parte de deputados que não gostam do Estado e seu povo, cujas caixas de  pandora o MPE deverá abrir ao final de sua sindicância.

Com a ajuda da Presidenta Dilma e órgãos financeiros importantes como o BNDES, que acreditam na gestão competente e responsável da jovem equipe de governo,capitaneada pelo governador Camilo Capiberibe,  pode este levar a frente seu ambicioso plano de obras e serviços depois de uma década de estagnação. Por isso é chegado a hora de sepultarmos de vez “governos paralelos”, sindicalistas ignorantes, políticos, mídia atrasada, consórcio que tanto mal tem causado ao Amapá.

Felizmente o nosso Estado – que deveria ser o “partido” de todos que nele vivem, os de origem e os aqui chegados, é maior e mais forte que tudo isso. Que para impedir esses arroubos ditatoriais, frutos da indigência cultural que nos assola, sempre teremos pessoas de bem resistindo, trabalhando com responsabilidade para que o Amapá seja o Estado com a qualidade de vida que tanto sonhamos como, aliás, já está acontecendo.

POUCAS & BOAS

PERFIL.Que me perdoem os que não habitarem esse espaço; que não tiveram o meu agrément ou salvo conduto para o parlamento municipal. Vou escrever toda semana sobre aqueles que, na minha modesta avaliação possuem cabedal; que  têm uma enorme contribuição a dar a cidade em que vivem os munícipes. Parece que a missão do vereador é pequena se comparada a de deputados e senadores. Ledo engano. Eles constituem o elo mais próximo do cidadão com o poder público; por isso as exigências sobre eles são mais fortes; por isso sua missão é tão ou mais importante que as outras citadas. Não é fácil fiscalizar um prefeito mal intencionado e a regra básica é tolerância zero contra a inépcia e a corrupção.

NUMERO UM. Chama-se Jucicleber Castro, engenheiro elétrico, ex-Diretor da CEA, militante do PSB. Fora a amizade que curtimos há o reconhecimento do seu comprometimento com as causas do Amapá, como é dever de todo amapaense que se preza. Tem propostas interessantes como o desenvolvimento de políticas públicas para melhorar o serviço de mobilidade urbana, compatibilizando nossas vias e transito com a frota de veículos que cresce todo dia e torna nosso transito um inferno. Tem projeto com ideias objetivas e promissoras para vários setores dentre eles saúde e educação municipal. Seu lastro é grande. Amigo do peito do casal Job [Telma] Miranda, do economista Jojoca, do Advogado Ruben Bemergui, Ronaldo Serra e Wagner Gomes; é chegado do maestro Joaquim, do economista Paulo Bezerra, do jornalista Fernandinho França; muito respeitado pelo Senador Capiberibe a quem Kleber tributa a condição de maior político do Estado. Toda essa gente aposta nele. Aposte você também.

O PATO DEMÓSTENES. É assim que vejo Demóstenes Torres, cujo mandato foi ceifado por um bando de “anjinhos” depois de ser flagrado em relação promiscua com Carlinhos Cachoeira, por decisão da Comissão de Ética do Senado, aquela que absolveu Sarney, Renan Calheiros, amigos da corte e do sistema. Sarney, esteve envolvido até o pescoço no caso dos atos secretos, que tanto rumor causou há época, lembram? Quanto a Renan foram tantos seus ilícitos que ficaria difícil definir um fato determinante menos grave que o outro. As digitais do Cachoeira – por isso o medo de sua língua ferina, estão espalhados pelo parlamento brasileiro. Pelo menos nas eleições dos figurões. Claro que tem gente séria, honesta e responsável na vida pública, cuja trajetória é um exemplo, casos de Suplicy, Jarbas Vasconcelos, Cristóvão Buarque, João Capiberibe, Simon, Paim e outros poucos. Nada em favor do senador goiano que cometeu ato grave no exercício do mandato. Num país onde a figura do “financiador” é fundamental para se eleger, a  maioria esconde o seu “Cachoeira”. A ironia do destino é ter que ser julgado por essa gente.

MUDANÇA DE HÁBITO. Antigamente quando um sindicato se mobilizava para lutar contra o capital por melhores condições de trabalho e salário, sabíamos que se tratava de uma manifestação séria e justa. Hoje não, tem sindicato financiado pelo patrão [dos comerciários é um deles], cujos dirigentes são velhos servidores de suas empresas, a quem claramente protegem. Dia desses vi um fato inusitado: a empresa de vigilância da SESAS, que presta esse serviço há pelo menos 10 anos, que deve ser capitalizada o suficiente para sustentar dois meses de atraso no repasse dos valores contratados [por sinal com pendencia judicial], no lugar de negociar com as autoridades do setor, manda seus funcionários bater lata e bagunçar diante da sala da secretaria. E os “coitadinhos”, ignorantes de seu papel, pegam corda. Enquanto isso, em seus gabinetes, os donos da Amapá Vip gargalhavam [ hé,hé,hé].

TEM MAIS. Os professores, por exemplo, deram um show deprimente em todos os itens. Pena por que, de uma forma ou de outra, temos que reconhecer que são [ou deveriam ser] uma categoria intelectualmente diferenciada. Como são também os médicos que não ficaram atrás. Há rumores que o próximo a adotar essa prática, talvez para ajudar seus patrões, sejam os serventuários [como são chamados os funcionários da justiça]. Como sabemos o governo tem uma ação em trânsito que discute o aumento irracional do Orçamento do Estado patrocinado pela ALAP da era Moises Souza. Para provar, e fazer justiça, não é só aqui que brotam essas atitudes estúpidas, contra os interesses da sociedade. Agora a CUT ameaça ocupar as ruas em defesa dos mensaleiros. Putsgrila!

O DINHEIRO QUE NÃO VOLTA. Um dos primeiros atos de Jr. Favacho ao assumir o lugar de Moises Souza na presidência da ALAP foi diminuir mais o valor da verba indenizatória, fixando-a em R$35 mil, salvo engano. Ainda está alto, comparado a de seus congêneres na maioria dos Estados brasileiros.Mas escrevo não para falar de um fato consumado. A minha reclamação é que esse gesto de aparente generosidade não inclui o retorno do que foi recebido ilegalmente aos cofres do executivo que precisa muito mais para investir em saúde, educação, e infra-estrutura, por exemplo. Como são valores superestimados que deveriam ser  devolvidos, e não é feito, acaba levantando a suspeita de que vai ser gasto em  alguma outra atividade que venha favorecer seus pares.

Por hoje é só.

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