A INCRIVEL REPRESENTAÇÃO QUE PRETENDE ANULAR A OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS

O juiz João Bosco e o deputado estadual Moisés Souza impetraram na terça-feira (4/07), representação no Ministério da Justiça (MJ), Conselho Nacional do Ministério Público e Procuradoria-Geral da República, em Brasília, em desfavor do delegado da Polícia Federal  que conduziu a Operação Mãos Limpas em 2010.

Os dois impetrantes alegam que houve   diversas irregularidades na condução daquela operação. Os documentos protocolados também versam sobre supostas irregularidades no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério PúblicoFederal, Ministério Público e a Mineradora MMX, em 2008.

É bom lembrar que a Operação Mãos Limpas, deflagrada no dia 10 de setembro,  prendeu, dentre outras autoridades, o então governador Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes, a deputada Marília Góes, o presidente do Tribunal de Contas Julio Miranda e o prefeito Roberto Goés.

A novidade é que existe uma informação que precisa ser confirmada, segunda a qual antes de outubro a corte especial do STJ deve julgar os implicados na Operação Mãos Limpas. Os que forem condenados o serão por um órgão colegiado, o que significa que serão apanhados pela  Lei da ficha Limpa, ficando inelegíveis por oito anos. E aí é que está o problema.

Dentre absurdos citados na representação, menciona-se que o delegado que conduziu a Operação cometeu uma “grave irregularidade”: emprestou por mais de um mês um carro da PF para  um amigo. Como prova do “crime” foi anexada a foto do carro. O carro tem placas de Santa Catarina e não pertence a Policia Federal, tudo checado, segundo a jornalista Alcinea Cavalcante, que correu atrás da notícia.

Recentemente numa reclamação que fez ao Conselho Nacional do Ministério Público contra a procuradora-geral de Justiça do Amapá Ivana Cei, o mesmo juiz [João Bosco] alegou ter sofrido ameaça em “blog pertencente à senhora Alcinéa Cavalcante”, o que a jornalista nega perimptoriamente.”Depois dessa, convenhamos, qualquer afirmação do juiz eu já olho desconfiada”, disse a blogueira, infomando que tal reclamação foi arquivada  no dia 17 de maio.

Sobre as representações protocoladas na terça-feira, dia 4/07, chama a atenção que as mesmas foram assinadas pelo escritório “Aquino Albuquerque e Rocha Associados”. E aqui vale a pena refrescar a memória do internauta, ou seja, lembrar que oito membros da família Aquino exerciam cargo no gabinete do então senador Gilvan Borges e que um deles, apesar de ser funcionário efetivo da Polícia Legislativa do Senado, advogou no Amapá em 2006 a favor do senador José Sarney.

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2 Respostas para “A INCRIVEL REPRESENTAÇÃO QUE PRETENDE ANULAR A OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS

    • Eu acho também que alguma coisa está errada; como pode um juiz federal e um parlamentar se insurgirem contra uma Operação autorizada pelo juidiciário, e que saiu na defesa da sociedade? Infelizmente, é coisa que só acontece no Amapá.

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