OPINIÃO

IMPRESSÕES/NAU Á DERIVA

Rupsilva

Deu a louca na ALAP, só pode ser! Levada pelos excessos, pelo descontrole do Presidente Moises Souza a nossa casa legisferante cada dia se afunda um pouco mais. Nesse momento, inspirada sabe Deus por quem [e motivos], aceitou o pedido de impeachment do Governador Camilo. Atitude que confirma, de forma cabal, o caráter golpista da greve do sindicato liderado pelo PSOL, de Randolfo Rodrigues, e  políticos ligados a Harmonia e deputados da ALAP. Nem o afastamento do seu presidente Moises Souza [PSC] e do Secretário Geral Edinho Duarte [PP] por solicitação do MPE e acatado pela Desembargadora Sueli Pini, foram capazes de convencer que aquela casa caminha celeremente para uma situação insustentável.

Os desvarios de Moises tem incomodado alguns deputados. Inclusive provocado discussões acaloradas entre eles. Espécie de “para pra acertar”, pois as coisas estão fora de controle e acaba que todos pagam a conta. Agora, por exemplo, o Deputado Junior Favacho [PMDB] que substitui Moises na presidência da casa durante seu impedimento, mais comedido, teria pedido uma trégua, pois o quadro conflitante no qual Moises enfiou aquele poder, como falei, não para de crescer. Depois está muito claro que aquele poder pode, mas não tanto assim. Há os limites da lei, da Constituição, que precisam ser respeitados.

Daí que vazou que alguns deputados – e não são poucos, já perceberam que Moises Souza, o Presidente, não tem discernimento nem capacidade para fazer uma avaliação correta da situação. Agora, por exemplo, anda misturando alhos com bugalhos. Todos sabem que existe,  sem dúvida, um contencioso com o Governo por conta da votação da Lei Orçamentária e do aumento do duodécimo da ALAP, TJ,TCE e MPE para muito além do que o governo pode pagar. Montante considerado um absurdo diante da necessidade de investimento do governo uma vez que o Estado, por oito anos, não cumpriu seu plano de metas, atrasando a implantação de sua infra estrutura que Camilo e equipe querem retomar e já vem fazendo com êxito. O conflito deu no que deu. Principalmente porque PSOL e a Harmonia têm interesse no desgaste do governo, não se importando com o futuro do Amapá. Como não houve moderação na discussão da questão que afinal pretendia exatamente produzir um quadro de anarquia institucional, o governo teve que se socorrer no Supremo.

O mais grave é que a instituição está se deixando levar por decisões tomadas ao largo de seus órgãos internos. Quem dá o rumo são pessoas que se alimentam da “crise”, figuras sombrias, que só pensam no seu bolso, em levar vantagem em tudo. Políticos ultrapassados, pseudos jornalistas, espalhadores de boatos e profissionais reconhecidamente venais que dependem da ALAP, ou que dependem dela e do governo para sobreviver.

O conflito com o MPE, embora diga respeito a todos os cidadãos amapaenses, saiu do ventre do próprio MPE que tem a responsabilidade constitucional de fiscalizar todos os organismos públicos em nome da sociedade. Trata-se de tarefa republicana muito bem definida na Constituição Federal que os MPEs em 88, e que infelizmente não vinha sendo feita no Amapá, seja por dolo ou simples omissão. Hoje a Procuradora-Chefe, Ivana Sei, chamou pra si e seus pares procuradores a tarefa de saber o que fazem os deputados com recursos de tamanha monta que acaba comprometendo o programa de obras e serviços do governo em favor da sociedade , como foi dito.

Depois não faltam evidencias de enriquecimento ilicitol, acima do que permite os vencimentos desses deputados que teimam em pilotar seus jatinhos de última geração sobre nossas cabeças, para citar apenas uma de centenas de transgressões morais que são protagonistas. Apesar disso Moises Souza teima em meter o governo nessa desavença que eles mesmos provocaram, o que prova a intenção de criar clima para intervenção no Estado.

Os ilícitos da ALAP são cabeludos, sem dúvida. Pelo menos os que chegaram ao domínio público [via TV GLOBO, pincipalmente] como o caso de pagamento de serviços a firmas fantasmas e/ou inexistentes, cujos valores são indecorosos. Para não falar das verbas indenizatórias e pagamento de diárias que em alguns casos transformavam os meses em 58 dias. Para completar, segundo se comenta, uma rede de amparo aos amigos da ALAP que paga ex-deputados, membros do TCE, profissionais frustrados, jornalistas bandoleiros etc., ao arrepio da lei,  que o MPE, com justa razão, quer saber quem são. Não bastasse esse rosário de improbidades ainda se dá ao luxo de financiar greve de professores [e médicos também] para atender interesses políticos da Harmonia e do PSOL que querem derrotar o governo no tapetão.

O que a sociedade precisa saber é que essa gente não ama este estado. São bandidos acostumados a viver as expensas do governo, do seu orçamento construído com nossos impostos. Incomoda-me saber que meu dinheiro acabe comprando jatinhos, fazendas, construindo tanques de peixe, clínicas particulares, e sustente negócios suspeitos dessa gente cujo cabedal intelectual carece de urgente reciclagem, inclusive para fazê-los entender melhor como funcionam os “pilares” da democracia.

Há quem garanta que – aberta a caixa de pandora, muita coisa ainda não revelada deverá aparecer. De uma coisa estou convencido: da importância das instituições funcionarem conforme o espírito que inspirou sua criação. Como hoje faz o MPE de Ivana Sei. Chega de roubalheira, chega de arrogância, de prepotência instaurada nos idos do coronelismo que só se presta para atrasar o Estado e infernizar seus habitantes.

POUCAS & BOAS

OLHA NÓS AQUI SENADOR!!

Tudo bem Senador Randolfe, considere-se inserido na mídia nacional. Resolvido o caso Lugo, encaminhado o destino do Cachoeira, pergunto eu, modesto e inocente, por que o senhor não trata de seu quintal como deveria? Não com discursos protocolares, formais; venha ao Amapá dizer, mas dizer mesmo, de forma clara e com sinceridade o que o senhor pensa do Orçamento da ALAP e demais poderes; da greve dos professores que o senhor comanda, via sindicato, associado a deputados, para faturar prestigio político e tirar vantagens eleitorais. Sua postura tem cheiro de canfora: é velha e atrasada! Quando lhe olho o vejo com aquele jeitão do Sarney. Caso o senhor não saiba quero lhe informar que o Amapá, pesquisado a fundo, tem mais “Cachoeiras” que Goiás e o resto do Brasil, gente com quem você anda acompanhado e o país não sabe, infelizmente. Chega de onda!! Chega de oportunismo barato! Mostre a sua cara!

ROBERTO TEM ESPERANÇA

É o que dizem os que acreditam nas chances do Prefeito Roberto Góes [PDT ou seria PR?] na disputa de seu segundo mandato a Prefeitura de Macapá. Depois de três anos e meio de gestão complicada pelas exigências da Harmonia deixada ao relento em 2011 e de uma imprensa insaciável, quer nesse apagar das luzes criar condições que o coloquem na disputa. Tem um tímido plano de obras limitado por falta de grana. Serviços de má qualidade prestados a população como seu Sistema Básico de Saúde, transporte público, limpeza e ruas esburacadas, entre outros, a exigir um esforço hercúleo para resolver. Por esta razão se vale da propaganda enganosa como no caso dos conjuntos habitacionais, desmentido pelo Sistema de Habitação Federal aos cuidados da CAIXA ECONOMICA. Basta ir só um pouquinho mais longe para se dar conta que aquela Macapá – a da propaganda, não existe.

A distribuição de cestas básicas escolar, pra ser sincero, nada de pessoal, é fraude eleitoral. Logo a TRE deverá questionar, se levar a sério a missão de por ordem no pleito. Não são poucos seus problemas, reconheçamos; depois tem as tais operações de véspera eleitoral como em 2010 que não deixa a Harmonia dormir em paz desde então. É muita coisa, ainda mais quando não se cuida a tempo.

VER PRA CRER

Essa eu quero ver para crer, óbvio. Dizem que Roberto Góes [PDT ou será PR] vai trucidar o candidato do PSOL Clécio Vieira, seu adversário. Sabe lá por que, se aparentemente são água e óleo? Aliás, é voz corrente que essa será a disputa que vai reunir maior numero de políticos com algum comprometimento com a Lei Eleitoral. Era Ulisses Guimarães quem dizia – citando Marcel Proust, que o tempo é senhor da razão. É esperar para ver.

Por hoje é só.

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