MULHERES BONITAS

A lida para educar  filhos de muitas mulheres pobres do Amapá na beira do alguidar, na tina de lavar roupa, no fabrico de quitutes, foi algo que sempre me encantou naquela Macapazinha pequena de 55 anos atrás: Ernestina Cabral, Antônia Picanço, Francisca Furtado, Maria de Lourdes; eu conheci mulheres simples, generosas, mulheres  poderosas como Ercília Barbosa, Iracema Carvão Nunes que se misturavam ao povo para auscultar-lhe as necessidades e amenizá-las na medida do possível; não posso esquecer médicas como Euclélia Américo moralizando o serviço público, Clara Ventura, Emília Picanço, Mária dos Remédios,  mulhereas como Deusolina Salles Farias entrando pela porta da frente de um certo clube do bolinha, que era a política no Amapá, onde chegaram depois  Janete Capiberibe, Dalva Figueiredo, Fátima Pelaes, estas hoje na Câmara Federal; Deusolina chegou à Câmara Municipal e, não fosse o câncer, teria ido mais longe; e as poetisas Alcinéia, Neca Machado, Aracy Monte Alverne, Gracinha Penafort? No rádio e TV, Cristina Homobono (O Samba é bom assim), Terezinha Fernandes, Edinete Moraes, Mariana Gonçalves, Elaine Araújo, Tatiana Guedes, Cleide Freires, Simone Guimarães, Márcia Correa, Girlene, gente que põe na notícia a sensibilidade da mulher que trabalha duro; na educação hoje (8/03) é dia de lembrar mestras e seus serviços prestados ao povo do Amapá, como Graziela Reis de Souza, Dayse Nascimento, Raimunda Mendes Coutinho, Maria Alves de Sá, Maria Helena Amoras, Risalva Amaral; enfim lembrar as mulheres da minha vida, as minhas filhas bendito fruto dos relacionamentos que se desfizeram com o tempo: Sílvia, Lívia e Deise Mara, com as vidas que já geraram e que são minhas netas: Ana Clara, Amanda e Lays. Ás mulheres citadas e a todas as mulheres do Amapá no Dia Internacional da Mulher, a imagem e a prece num poema de amor e bondade a à mãe de todos nós, nossa Mãe Luzia.

           

Mãos Enrugadas

João Silva

Naquelas mãos enrugadas

Que toda bondade se via

A vida chorava, a vida brotava

A vida Luzia!

 Naquelas mãos enrugadas

Que tanta bondade havia

Nasceu a fé do povo

No amor de Mãe Luzia!

 Quantos meninos!

Quantos destinos

Quanta esperança 

No choro da criança?!

 Fosse noite, fosse dia

A dor do parto

Ouvia, Nossa Senhora

Aparecia na lavadeira

De profissão

Para colher contente

Mais uma  vida na mão!

 


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2 Respostas para “MULHERES BONITAS

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