BONS TEMPOS

Com licença do João Lázaro, editor do Porta-Retrato, sempre atencioso, colei no blog preciosidade que “pescou” no Faceebook de outro amigo, o jornalista Evandro Luis, que vi jogar,  com quem trabalhei mais adiante na TV Amapá numa dessas voltas que a vida dar. Refletindo sobre os bons tempos do Glicerão de casa cheia, emoção que  viví como comentarista e apresentador de programa de esporte na Rádio Educadora, me ponho a pensar no que a foto poderia nos “dizer” sobre o passado e o presente, sobre os males que afligem nosso futebol. Hoje faltam bons dirigentes, diria, não existem técnicos como Humberto Santos, diria; não se revela jogadores como antigamente, diria, falta imprensa desapeada dos maus políticos que invadiram o futebol pra tirar e não pra acrescentar, diria; diria também que desapareceram os ídolos e as torcidas apaixonadas como se via nas três décadas de ouro do futebol amapaense –  60,70 e 80, principalmente 70 e 80, quando ganhamos o 1º Copão da Amazônia com o Macapá e outros cinco com o Trem, justo quando revelamos e mandamos para o Brasil e o mundo boleiros como Biló, Jangito, Aldo, Bira, Albano, Marcelino, Palito, Rodrigues Chevrolet, Faustino, Jardel, Tiaguinho, Ubiraci; e poderia mandar Aldemir França, Paulo Odivan, Lelé, Zé Roberto, Moacir Banhos, Bandeirante, Alceu,  Juci, Bill Maravilha, Antônio Trevizzani, só pra lembrar alguns talentos dentre centenas  que encantaram as tardes de futebol no “Gigante da Favela”. Vejamos ainda:  pouco mais de duas décadas perdidas [as duas do profissionalismo e mais um pedacinho de tempo] foi o suficiente pra transformar em duas crateras o que restou da história e do patrimôno dos dois clubes mais antigos do Amapá – Macapá e Amapá; o Independente não tem mais sede, praticamente não existe, o Santana não é mais o “Canário Milionário”, vive da boa vontade de políticos, o São José balança, o Trem está enrolado naquela transação nebulosa, o Ypiranga vive os azares de um presidente estranho a sua história, e o Santos, o “Peixe Frito da Amazônia”, deitado na grana de um certo Marba que trouxe uma barcada de desconhecidos do Rio de Janeiro, como se aqui fosse o único lugar do Brasil sem campinho de pelada e jovem não sonhasse com a fama e a riqueza que o futebol oferece aos seus astros – até parece que vivemos a maldição de algum “pai da matéria” proibindo por decreto o surgimento de outros bilós, palitos, tico-ticos, lelés, prererecas, waldirzinhos, leos  e zezinhos, que não vieram de outro planeta, já que todos foram revelados aqui mesmo nos campos de Macapá, por dirigentes abnegados, como Raimundo Anaice, Milton Correia, Beni Santos, Corintho Silva, Alírio Rodrigues, Odoval Moraes, Jarbas Gato, Waldir Carrera, Osmar Marinho e outros, no tempo em que o futebol amapaense tinha autoestima! Ah, pera um instantinho, cara pálida, anota aí pra ti comentar com os amigos: nesse retrato como se dizia antigamente, Sabará era craque, Moacir Banhos era craque, Zé Roberto fechava o gol, Adelson era craque, Alceu idém, idém, e os demais – Odilon, Orlando Tôrres, Timbó, Bico e Evandro Luis, eu juro que não eram pernas de pau.

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