DILMA QUER ACABAR COM ALUGUEL DE HORÁRIO NO RÁDIO E NA TELEVISÃO

JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO

O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um “mercado paralelo” ligado às concessões no país.

A Folha teve acesso à última versão da minuta do decreto, que foi batizado pelo setor de “novo marco regulatório da radiodifusão”.

Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.

A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários.

No fim de 2011, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, por exemplo, alugava duas horas e cinco minutos semanais na Bandeirantes.

Na Rede TV!, o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, comprava cerca de dez horas e meia semanais. A rede de farmácias Ultrafarma ocupava quatro horas e meia com propagandas.

Na TV Gazeta, o Polishop detinha dez horas semanais para anunciar seus produtos.

Os dados são do mais recente levantamento do Intervozes, organização que monitora a programação no país. Segundo a entidade, poucas são as emissoras que não entraram nesse negócio. Globo e SBT estão entre elas.

A Record é um caso isolado porque seu fundador, Edir Macedo, também é o responsável pela Igreja Universal do Reino de Deus.

Segundo o Intervozes, a Record diz não ceder seu espaço a terceiros, mas não explica se paga pelos programas religiosos veiculados, uma forma de se enquadrar à legislação. Na TV Gazeta, são 26 horas semanais destinadas aos cultos da igreja.

INVERSÃO

O Ministério das Comunicações não quis comentar as mudanças e informou que o “novo marco” ainda será colocado em consulta pública.

Caso o decreto seja sancionado como está, obrigará as emissoras a comprar os programas produzidos por terceiros -ao invés de receber pelo aluguel, como hoje.

Consultadas, as principais redes não se pronunciaram.

Apesar dos avanços, o governo não define os mecanismos que serão criados para fiscalizar a prática de eventuais irregularidades.

CONTRAPARTIDA

Ao acabar com o “mercado paralelo”, o governo cortará uma importante fonte de receita, mas, em troca, permitirá que as emissoras prestem serviços de dados -atividade restrita às empresas de telecomunicações.

Hoje, as emissoras só podem fazer caixa com a venda de espaço publicitário -que pode ocupar, no máximo, 25% da programação.

Ao permitir a comercialização do serviço de dados, o governo sinaliza para a expansão da TV digital no país e do sistema de interatividade que conecta a TV à internet.

Esse serviço permitirá ao telespectador comprar produtos anunciados durante a programação clicando diretamente na TV. É essa conexão que poderá ser cobrada.

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LEMBRANÇAS DO MEU BAÚ

Continuando as homenagens ao Bugre do Laginho, que completou  mês passado 57 anos de fundação, vamos lembrar 1977, quando o “ìndio Tucuju” conquistou pela primeira e única vez o título da 1ª Divisão do Futebol Amapaense. O adversário da final foi o Amapá Clube, em partida realizada no Estádio Municipal Glicério Marques. O Guarany superou a “Zebra da Presidente Vargas” e chegou ao maior galardão da sua história. O time campeão é o da foto deste domingo, aparecendo, da esquerda para a direita, em pé: João, Mareco (irmão do Mareco que jogou no Amapá, Santana e Clube do remo), Ado, Gil, Acelino, Alemão (falecido), Camorim, Valdenir, Ademir Pena, Guara e Eldo; agachados: Áldeno, Admilson, Sacaca, Waldirzinho, Orivaldo, Augusto( falecido), Raimundinho e Milton Videira; o mascote é o Mário Correa, filho do patrono do clube, Milton de Souza Correa.

CRÔNICA

AS MÃOS DE GEORGE THOMAS

João Silva

George Thomas, dito assim, muita gente passa

em branco. Mas se disser que me refiro a cidadão de

100 anos – eu disse 100 anos de idade!-, magro,

baixinho, sorriso espremido no canto da boca,

que também atende por “Crioulo Branco”,

meio à contra gosto (ele não é muito chegado ao apelido), pronto, logo

habitantes mais antigos de Macapá lembrariam das

mãos santas dos nossos campos de futebol.

Não só dos nossos campos de futebol por que Macapá

toda respeitava aquele que fora solução para

espinhela caída, bursite, tendinite, rasgaduras,

pés torcidos, mão quebrada, dor nas cadeiras, tornozelos

inchados, braços e ombros deslocados no calor de uma partida

de futebol ou não. As mãos de Thomas, o massagista, fizeram

prodígios, não sem ungüentos que preparava em casa,

cuja composição não ensinava a ninguém.

Na ativa Crioulo Branco atendia a todos com a mesma

fidalguia, inclusive jogadores

dos clubes adversários, já que sua paixão

no futebol sempre foi o São José, a quem dava

um pouco mais daquilo que dava aos outros. Devoção

ao “Padroeiro” começou no tempo do presidente Messias

do Espírito Santos, assim que chegou à Macapá, e viu a

classe do  “Segura-o- Balde” na meta tricolor.

Crioulo Branco durante muitos anos

deu duro pra deixar em forma

jogadores do São José! Era de acompanhar os treinos, de

trabalhar de massagista nos jogos oficiais! E quando tinha

que colocar em campo craque lesionado por exigência

do técnico Humberto Santos, com quem trabalhou muitos anos?

Torcedores sabiam que no devido instante o velho

Thomas seria capaz de recuperar

o jogador que o “Tuxaua”  queria vê em campo numa

decisão de campeonato.

Sei que em maio de 2008, se não estou enganado,

o Crioulo Branco completou 100 anos de vida. Estive

na sua residência, na Raimundo Alvares da Costa,

em trecho do Laguinho arborizado ainda

pela Turma do Buraco, bem lembrado por ele. A recepção

não poderia ter sido mais calorosa.

Estava de bom humor – filhos, netos, bisnetos cercando

aquela figura bondosa sentada na sua cadeira preferida!

Na verdade, o Crioulo Branco tem uma aposentadoria

do INSS e gosta de ficar em casa ouvindo as notícias

que chegam através do rádio e da televisão

Deixou de ir a campo de futebol, bote tempo,

e na casa de poucos cômodos divide o espaço com pessoas

que ama; bem no seu jeito pediu que avisasse a velha

guarda que na sua casa visita não paga imposto –

e abriu o velho coração.

-Vim de Santa Lúcia em 1938, mas sou amapaense!

Meus filhos nasceram todos aqui; já tenho netos e bisnetos;

eu vou morrer aqui, quero ficar neste lugar para sempre -

disse no final da visita, em fevereiro deste ano, voz

embargada pela emoção.

Não é preciso dizer que Thomas fizera uma declaração

de amor ao Amapá, lugar que deu a ele tudo que possui, como

gosta de dizer…Tudo que não é muita coisa, mas o suficiente para

descansar dignamente de um século de travessia – se é que a vida

é uma longa travessia em que nem todos têm a sorte do

Crioulo Branco…

Sorte de chegar ao centenário lúcido, gozando saúde,

declarando amor ao povo de Macapá, cidade que enlaçou como se fosse

a arvore mais bonita e frondosa da floresta amazônica,

em cuja sombra quer repousar para sempre…

LANÇADA A PEDRA FUNAMENTAL DO MEMORIAL JANARY NUNES

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, lançou nesta sexta-feira, 1º de junho, no distrito de Fazendinha, a pedra fundamental do Memorial Janary Gentil Nunes, estadista que governou o então Território Federal do Amapá de janeiro de 1944 a fevereiro de 1956 e, se estivesse vivo, faria 100 anos hoje. O espaço será construído em Fazendinha, em um terreno cedido pelo governo do Estado. A ação visa preservar e resgatar a história do Amapá.

De acordo com a diretora da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), Ivana Antunes. O local também contará com biblioteca pública estadual, playground, museu, área de cultura, praça de alimentação, auditório para eventos. Ela disse ainda que, além de cultura, o complexo promoverá lazer à comunidade de Fazendinha.

Ivana Antunes elucidou que, ao todo, os serviços custarão R$ 10 milhões, entre recursos provenientes de emendas parlamentares e verba do Estado. A previsão é que a obra inicie no segundo semestre deste ano.

Guairacá Nunes, filho do ex-governador, agradeceu a iniciativa do governador Camilo Capiberibe. Segundo ele, a história de seu pai merece ser resgatada e o memorial é fundamental para isso.

“Minha família está muito feliz e agradecida ao governador por essa iniciativa. Esse memorial será um resgate histórico muito importante, pois Janary Nunes foi o primeiro governador do Território Federal do Amapá. É uma honra muito grande para a nossa família”, destacou Guairacá Nunes.

Para o governador Camilo, Janary precisa ser devidamente reconhecido por tudo que fez pelo Amapá. Camilo Capiberibe ressaltou que a celebração da data não é somente o resgate da história do ex-governador, mas do Amapá. Ele disse ainda que o distrito de Fazendinha foi escolhido por conta do apreço do ex-governador pela localidade.

“Não poderíamos deixar essa data passar despercebida. Esse Memorial irá enriquecer o distrito de Fazendinha e beneficiar milhares de cidadãos que aqui residem. Janary Nunes é parte da história do Amapá e um exemplo para todos nós. Este reconhecimento é um dever do Estado. Trabalharemos para resgatar e preservar a memória do ex-governador”, afirmou Camilo Capiberibe.

A solenidade contou com a presença da primeira-dama do Amapá, Cláudia Camargo Capiberibe, da deputada estadual Cristina Almeida, do vereador de Macapá Clécio Luís, da viúva de Janary Nunes, Alice Nunes, acompanhada de seus filhos, secretários de Estado, imprensa e sociedade civil.

OPINIÃO

IMPRESSÕES/02/06

Rupsilva

 UM TIRO NO PRÓPRIO PÉ

O Prefeito Nogueira [PT] do Município de Santana, um dos três vértices do triangulo que manda no Partido dos Trabalhadores do Amapá [os outros dois são Joel Banha e Dalva Figueiredo] acaba de se decidir pelo nome de Marcivania Flexa como candidata do PT a sua sucessão.

A decisão, ao que se sabe, não é definitiva, pois terá de passar pelo crivo do partido que caberá, ao final, escolher entre a candidata de Nogueira e o ex-secretário Estadual de Agricultura, Jose Roberto, vereador do município, que se desincompatibilizou para a disputa e  seria o nome preferido do Setentrião que admite, todavia,  não ter nenhum poder para influir no assunto da lavra exclusiva do Partido dos Trabalhadores. Agora que o PT [com o aval da Executiva Nacional] aceitou Cristina Almeida [PSB], em Macapá,  de forma sossegada,  o assunto de Santana passou a sua alçada. Só dele [PT] e ponto.

Correndo por fora, se comenta entre membros do Partido dos Trabalhadores, com chances, caso se estabeleça algum impasse, corre Ivancy Magno de Oliveira que já disputou eleições majoritárias pelo PT,  hoje Chefe da Defensoria Pública do Estado, com um trabalho bastante elogiado.

A decisão de Nogueira, na verdade, aportou cheia de polêmica. O Prefeito de Santana que vive seu segundo mandato entre tapas e beijos com a população do município é considerado ruim de leitura política. Costuma embaralhar o quadro por mais simples e lógico que pareça levado pelo emocional e seus equívocos provocam muito prejuízo ao seu trabalho naquela Prefeitura. Como disse tem dificuldade de se manter fiel às teses por mais lógicas que sejam. Tem a presunção de se achar capaz de eleger, se assim desejar, até poste de rua, raciocínio que se atribui a João Capiberibe.

Nesse caso específico [o da escolha de Marcivania], por exemplo,  o Prefeito não levou em conta as ameaças reiteradas da ex-deputada de trocar o PT pelo PSOL do seu amigo Randolfe Rodrigues nem as críticas reiteradas ao governo do Estado, parceiro do PT na tarefa de governar o Amapá, mesmo que dele participe com a indicação da titular da pasta de Turismo. Atitude, sem dúvida aética.

A arrogância e presunção são suas marcas, repetem os petistas que a conhecem de perto. Isso dificulta seu trânsito em setores importantes do Partido dos Trabalhadores. E isso em política não é irrelevante.

Essas considerações são de três petistas com quem conversei logo que Nogueira anunciou sua preferência. Para aqueles que acompanham de perto a postura insólita da ex-deputada, o governo e o PT poderão estar elegendo um Prefeito para o inimigo [PSOL] , partido cada dia mais próximo da direita e tutelado por Sarney, como vem demonstrando no comando de Sindicatos que vivem atrapalhando o trabalho do governo do PSB/PT, sem nenhum fundamento sindical.

A queixa de Marcivania em relação ao PSB é típica de político imaturo, mal resolvido politicamente e princípios ideológicos discutíveis, inconsistentes. Está convencida que merecia o cargo de Deputada Federal perdido para Janete Capiberibe [PSB], conquistado legitimamente, e que por pouco, mais uma vez, não viu escorrer por entre os dedos por outra [dizem] manobra de Sarney, sem qualquer respeito ao excelente desempenho da candidata, que obteve a maior votação do Estado e a maior do Brasil em termos proporcionais.

Daí que, embora democraticamente e por generosidade do governo, ocupe uma secretaria de Estado – para onde deveria colaborar mais do que faz, tornou-se uma inimiga infiltrada no próprio governo, o  que caracteriza arrogância, desapreço e falta de lealdade a companheiros de caminhada histórica, caso das eleições de 2010.

Como se não bastasse tudo isso, não faz a menor questão de declarar-se fiel ao Senador Randolfe Rodrigues [PSOL], espécie de “pavão misterioso” que comanda , via sindicatos, uma blitz desestabilizadora contra o governo Camilo, a quem ela [Marcivania]deveria demonstrar gratidão e fidelidade.

Pesquisas apostam ser a pré-candidata do PT a preferida do partido junto da população santanense, por isso a decisão de Nogueira, que não quer carregar um piano pesado, feito José Roberto, justificou-se sem convencer.

Quero afirmar conhecer pouco a candidata Marcivania Flexa. Que esse comentário estriba-se em opiniões de petistas, preocupados com a situação criada por Nogueira e com o prejuízo que terá a aliança PSB\PT, empenhada em passar o Amapá a limpo, contra a vontade do seu “guru”, Randolfe,  comprometido até o pescoço com a Harmonia que o elegeu.

 

 

TV AMAPÁ INAUGURA SINAL DIGITAL

Nova tecnologia coloca o Amapá em sintonia com o futuro

Um novo tempo marca a história da Rede Amazônica de Televisão no Amapá. Nesta sexta-feira (1º de junho) foi inaugurado o sistema de transmissão digital da TV Amapá, afiliada da Rede Globo.

Durante a cerimônia de lançamento estiveram presentes o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o Governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, o Prefeito de Macapá, Roberto Góes e o diretor presidente da Rede Amazônica, jornalista Phellipe Daou.

Novos equipamentos permitem alta definição das imagens (Foto: Fotos: Ângelo Fernandes/TV Amapá)

O grande avanço tecnológico permitirá imagens em alta definição com uma resolução bem maior do que o telespectador esta acostumado a assistir na tv analógica.

Novas estações de trabalho integradas (Fotos: Ângelo Fernandes/TV Amapá)

A TV digital garante diversos benefícios ao telespectador como mobilidade, portabilidade, interatividade e gratuidade.
Durante a inauguração serão apresentados os novos equipamentos e estrutura física da emissora.

Segundo Mauro Jorge, Chefe de Operações da TV Amapá, “com o processo todo digitalizado, teremos a disposição várias ilhas de edição, o que facilita o trabalho de todos, principalmente dos repórteres”.

Para o cinegrafista Edson Ribeiro da TV Amapá, “o problema que tínhamos antes de digitalização de imagens não ocorrerão mais, quando o sistema era analógico. Agora, trabalhamos com cartões que garantem qualidade nas imagens, além de um armazenamento muito maior”

A solenidade de inaguração começou às 11h30 desta sexta-feira com o descerramento da placa comemorativa. Em seguida, foi servido um almoço na sede da TV Amapá com a presença das autoridades e dos profissionais da imprensa que prestaram serviço à emissora. A programação será finalizada com um jantar que reunirá os colaboradores da Rede Amazônica de Televisão no Amapá.

O lançamento da TV Digital no Amapá é mais um passo que a Rede Amazônica dá para assegurar seu padrão de qualidade.

JANARY NUNES: COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO

Do Editor

Não existe, nunca existirá ensino de qualidade sem governantes e professores compromissados com a causa da educação. Janary Gentil Nunes foi exemplo disso ao receber do presidente Getúlio Vargas a missão de governar o Território Federal do Amapá.

Ilustre brasileiro trabalhou dia e noite para consolidar a nova unidade da federação, necessitando de quase tudo; trouxe muita gente de fora, mas também lançou mão da inteligência e do braço forte do caboclo da região para erguer prédios, construir escolas, lecionar, educar; para implantar a rede de água e esgoto, para construir a usina de força e luz, praças e demais logradouros públicos.

Justiça se faça: foi emérito comandante da força-tarefa que construiu uma nova realidade neste rincão da Pátria.

Aonde ia e via alguém que pudesse ajudá-lo a se desincumbir da missão que Getúlio Vargas lhe confiara, fazia valer seu amor pelo Brasil; foi com esse sentimento forte que convenceu muita gente a viver  no Amapá…Milhares de famílias, milhares de indivíduos aqui aportaram para sempre.

Vieram em busca de novos horizontes, de um sentido novo para suas existências. Alguns viraram patronos de palácios, de hospitais, denominação de ruas e Avenidas de Macapá, como o piloto Hamilton Silva, o médico Alberto Lima, o cientista Waldomiro Gomes e o farmacêutico Francisco Serrano.

Médicos, dentistas, engenheiros, professores, funcionários públicos, agricultores, esportistas, agrônomos, cientistas, jornalistas, enfermeiros, economistas! Era preciso suprir o serviço publico de gente, encher os campos com o ar da graça das famílias que o Amapá precisava para habitar lugares ermos e trabalhar a terra; para produzir alimentos, construir estradas, cimentar caminhos para o futuro.

Homem culto, Janary Nunes sabia que nem um povo se ergue sem o aprimoramento da sua juventude e apostou  na educação como ferramenta capaz de vencer o atraso, a ignorância, a ponto de visitar as escolas públicas periodicamente, de identificar os melhores alunos, de não poupar investimento no preparo do professor, e de exigir, obstinadamente, ensino de qualidade; nessa direção Nunes foi feliz, e fez o povo do Amapá feliz.

Trouxe de fora mestres inesquecíveis, para citar alguns, como José Benevides, Antônio Munhoz Lopes, José Apolinário, Luis Ribeiro de Almeida, Mário Quirino da Silva, Lauro Chaves, Maurício Elarrat Canto, Marcilio Viana, Expedito Cunha Ferro, Clodoaldo Nascimento, Irineu da Gama Paz, Vanda Jucá, Aracy Mont’Alverne, Graziela Reis de Souza, Risalva Amaral, professor Tostes, professor Cardoso, homens cujo idealismo transformou a face da educação no Amapá.

A educação era meta permanente, primeira preocupação para Janary Nunes e o Amapá, muitas vezes foi citado na mídia nacional como exemplo de terra da boa educação, da opção política pelo conhecimento como forma de realizar um milagre na vida de um povo. Não era propaganda, mas avanço palpável, melhoria de qualidade de vida pra valer, anseios que se concretizavam  a medida em que o arrastão do conhecimento ia abrangendo as nossas vidas.

É impossível conferir, de lembrança, todos os jovens que saíram de Macapá para obter aprovação de plano nos vestibulares do Pará, inclusive nos vestibulares para o curso de medicina, levando apenas o aprendizado ministrado nas escolas públicas do Amapá, tempo em que não havia cursinho preparatório e os amapaenses não dispunham de recurso financeiro para freqüentar os que existiam em Belém.

Isso me faz pensar em Daisy Nascimento, não na prima lúcida, conformada no seu leito de morte, mas na jovem mulher vivendo sua maturidade intelectual; aluna primeiro, depois diretora do Instituto de Educação do Amapá, e que a exemplo de tantos outros amapaenses, como Raimundo Lobo, Deusolina Salles Farias, Maria Alves de Sá, Maria Helena Amoras, Lucimar Del Castillo, Raimunda Mendes Coutinho, tiveram suas vidas transformadas pelo patriotismo, determinação e respeito de um governante pelos seus governados.

Daisy Nascimento deixou entre nós o legado de uma atuação exemplar como contribuição prestada à terra que lhe serviu de berço; mulher determinada, ajudou  construir a obra da educação preparando a juventude do Amapá nos bancos escolares do IETA e do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, duas referências com as quais Janary Nunes engrandeceu a educação e o povo do Amapá.

Divulgar no dia de hoje meu testemunho publicado em 2002 na Diário do Amapá, constitui a homenagem deste blog a a figura carismática de JANARY GENTIL NUNES no dia do centenário de seu nascimento (1º de junho de 2012).

E acho que o detalhe vale a pena: sou parte da primeira geração de amapaenses de fato e de direito, já que vim ao mundo no dia 07 de dezembro de 1946; nasci na  maternidade Mãe Luzia, no seio de uma família que lutou politicamente contra Janary Gentil Nunes, mas que reconhece a obra meritória do primeiro governador do Amapá, toda ela calcada na sua frase histórica : “Fiz nesta terra o investimento da minha fé e da minha esperança”.

EMPOSSADO NOVO SUPERINTENDENTE DA PF NO AMAPÁ

 

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, participou nesta quarta-feira, 30, no auditório Pedro Petcov, da Ordem dos Advogados do Brasil – secção Amapá (OAB/AP), da solenidade de posse do delegado de Polícia Federal, Araquém Alencar Tavares de Lima, para o cargo de superintende Regional da Polícia Federal no Estado do Amapá.

O evento contou com a participação da diretora de Gestão de Pessoal, delegada Valquíria Teixeira de Souza, que representou o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, do vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Luiz Carlos e do delegado de Polícia Federal que deixou o cargo, Roberto Maia.

Durante seu discurso de despedida, o ex-superintendente Roberto Maia teceu elogios à gestão do governador Camilo Capiberibe. “Com a retomada das obras do Amapá, o Estado está em franco desenvolvimento governador”, louvou Maia.

Ele ainda complementou afirmando que o Estado é um dos que mais cresce na região Norte, principalmente com a construção da obra da ponte binacional, que liga o Brasil a França.

Na ocasião, Roberto Maia ainda recebeu do servidor mais antigo da PF, Moacir da Silva, uma placa em homenagem ao sucesso das atividades a frente da superintendência durante os três anos anteriores.

O governador Camilo Capiberibe, em pronunciamento, disse que os trabalhos da Polícia Federal são bastante relevantes no Amapá, em razão de sua localização geográfica. Ele citou o município de Oiapoque, que enfrenta o tráfico de pessoas em virtude das faixas de fronteira, por isso, precisam de uma atenção maior.

“A minha expectativa é que com o investimento na Polícia Civil, possamos contribuir para o combate da corrupção, do tráfico de drogas e pessoas; e ainda a manutenção da ordem e da segurança pública”, disse o governador.

O atual superintendente Araquém Alencar Tavares de Lima disse que com a ajuda dos servidores da superintendência, pretende dar continuidade no trabalho dos policiais no combate ao crime organizado, corrupção e todos os outros delitos frequentes no Amapá.

Araquém Alencar

- É natural de Recife (PE) e atua na Polícia Federal desde 2002.

- Foi chefe da Delegacia de Ordem Política e Social (Delos) da Superintendente de Polícia Federal em Rondônia (de outubro de 2002 a 2004).

- Foi chefe da Delegacia de Proteção a Crimes contra o Patrimônio (Delepat) da Superintendência de Polícia Federal em Rondônia (de 2004 a 2005).

 

- Foi Chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Superintendência de Polícia Federal em Rondônia (de 2005 a 2006).

- Foi presidente da Comissão Permanente de Disciplina da Delegacia de Polícia Federal em Maringá (PR) -2008.

- Chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DRCOR) da Superintendência de Polícia Federal em Rondônia – final de 2008 a final de 2009.

- Delegado Regional Executivo (Drex) da Superintendência de Polícia Federal em Rondônia (2010 a 2012).

DA SÉRIE BRASIL SEM TRANQUEIRA

Foi mandado por um internauta amapaense que vive em São Paulo, Sérgio Roberto Sakai.Obrigado, amigo.

É mais uma piadinha escrita por brasileiro pra lá de espirituoso…Leia.

Lula morreu, e Deus e o Diabo brigam porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, pedem a mediadores uma solução, e eles

determinam: o Lula vai passar um mês no céu e outro mês no inferno! Na disputa do palitinho o Diabo vence e no primeiro mês o Lula fica no céu.

Transcorrida uma semana, Deus não sabe mais o que fazer, quase fica louco…!!

O metalúrgico bagunça tudo. Atrapalha todos os elementos das orações e da liturgia.

Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos, tenta formar uma coligação de maioria absoluta na base da compra de votos.

Suborna os arcanjos e os querubins.

Transfere um km quadrado do céu para o inferno.

Nomeia anjos provisórios aos milhares. Intervém nas comunicações aos Santos.

Troca as placas das portas de São Pedro.

Envia um projeto de lei aos apóstolos para reformar os Dez Mandamentos e anistiar Lúcifer.

Funda o PTC, o “Partido dos Trabalhadores Celestiais”, com estrela azul clarinho.
O céu vira um caos!!!.

As pessoas não o suportam mais e promovem piquetes e invasões. Deus não vê a hora de chegar o fim do mês para mandá-lo para o inferno..

Quando Lula, finalmente, se vai, Deus respira aliviado!!!

Mas lá pelo dia 20, começa a sofrer novamente, pensando que dentro de 10 dias terá que voltar a vê-lo…

No primeiro dia do mês seguinte nada acontece e Lula não volta do Inferno.

No 5° dia, ainda sem notícias, Deus estava feliz, mas logo começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, Lula poderia querer passar dois meses seguidos no Paraíso…

Desesperado com a mera possibilidade, Deus decide ligar para o inferno para perguntar ao diabo o que estava acontecendo.

Ring…ring…ring…!!!

Atende um diabinho e Deus pergunta:

“Por favor, posso falar com o Demônio?”

“Qual dos dois?”, – responde o empregado:

- “O vermelho com chifres ou o filho da mãe sem dedo???”

OPINIÃO

 

IMPRESSÕES

SÓ FALTAVA ESSA!

Rupsilva

A decisão do desembargador Mário Gurtiev, cujo parecer impede, temporariamente, a continuidade da Operação Eclésia deflagrada pelo MPE e a Policia Especializada de Combate a Corrupção, que veio em socorro dos Deputados Estaduais e seu Presidente Moises Souza, revela o nível de  degradação a que Estado foi submetido pelo crime infiltrado na máquina administrativa do governo para se apropriar dos recursos que deveriam financiar a melhoria de vida da população.

Chama atenção, na decisão do magistrado, o fato de ter jogado no lixo a autorização de uma juíza considerada competente [Alaíde Maria de Paula Lobo] que se decidira em favor da operação do MP e mais ainda: ter reformado sua própria decisão prolatada em favor da operação  horas antes, ensejando a formação de enorme onda especulativa no seio da sociedade  que gostaria de saber o que teria feito desistir tão rapidamente da decisão anterior.

Causou espécie, também, a alegação do desembargador Mário Gurtiev [na minha conta um magistrado centrado e justo] que da parte da Assembleia Legislativa não houve lesão ao interesse público [antecipando seu voto], ainda que deputados chantageiem o Executivo por recursos orçamentários que por razões éticas e legais o Estado não pode dispor. São valores, aliás, muito acima das reais necessidades da ALAP.

Caso este governo cedesse como outros cederam, com grana no bolso, deputados estariam fazendo o que mais gostam que é investir em seus patrimônios já consideráveis comprando a consciência de políticos, sindicalistas [veja o caso do recente do presidente do SINSEPAP],  de jornalistas inescrupulosos, dos meios de comunicação e até tentar fazer o papel do Executivo, como ignorantemente acontece com grande parte de parlamentares esquecidos que foram eleitos para fiscalizar os governos e fazer leis em favor do povo.

Dizem que decisão judicial não se discute, se cumpre. Uma balela. Já me posicionei mais de uma vez e vou repetir o que penso para que não fique nenhuma dúvida: nenhum cidadão investido pela sociedade para guardar a Constituição e as leis ou fazê-las ser compridas, entre outras coisas, tem o “direito” de tomar decisões, ainda que monocráticas, a bel prazer, sem amparo legal, em desfavor do conjunto da sociedade. Um magistrado é humano, está passivo de erro, mas não pode “errar” de má fé.

Portanto trata-se de uma expressão infeliz, de uma invencionice para proteger decisões suspeitas a favor de quem pode, para obtê-las, pagar por bons advogados e calar o cidadão. Depois qualquer uma delas [decisões] pode ser questionada desde a primeira até a última instancia [STF] , quando for o caso. Logo..

E tem mais: a lesão ao interesse público por parte da ALAP, que deveria ser objeto de defesa intransigente dos órgãos constituídos é tão evidente que qualquer pessoa do povo sabe existir. Na verdade são tantas as aberrações e afrontas aos primados da democracia e da legalidade cometidas há algum tempo por deputados que a sociedade agradeceria se toda essa podridão, ainda que fétida, viesse a público como uma medida saneadora que não pode mais ser protelada.

O nobre Desembargador sabe disso. Tanto quanto do seu papel já que ocupa uma função de tamanha relevância e importância.Com vários anos de Amapá é evidente que sabe existir um tumor maligno evoluindo nos intestinos do Estado do Amapá que precisa ser extirpado urgentemente.

Mas para tanto é indispensável que ele e seus colegas magistrados se convençam desse papel constitucional e de sua responsabilidade diante da tarefa nada fácil de distribuição da justiça, da aplicação da lei e da Constituição, tantas vezes violada, vilipendiada nos dois governos que antecederam o atual, e que infelicitaram o povo amapaense.

O mais grave de tudo, no entanto, é lançar no descrédito uma instituição [TJAP],  fundamental ao funcionamento do processo democrático, levando as pessoas a fazer juízo pouco lisonjeiro, lançar suspeição e fazer ilações negativas sobre membros de um poder que precisa ser o que é e não parecer o que não é. A sociedade, óbvio, aliviada agradeceria.